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sábado, 13 de janeiro de 2018

Why read Paulo Coelho? - By Marcus Deminco



You don't have to search for long on the internet to find the most varied criticism to the prodigious writer Paulo Coelho. The most-read author in Brazil, one of the ten living writers in the world, who earned over than seventy awards, was translated to seventy-six languages and is read in one hundred sixty country, is he a real big mess as some spiteful scholars claim?
Just when I finished my first book, an autobiography, still drunk with all those words and letters but willing to keep on writing fiction, I was stupidly bewildered to decide to make further studies on aspects related to creative process and literature construction. While pseudo-specialists under the influence of Kafka and Flaubert state that Paulo Coelho was a foolish charlatan, I forged to be the elitist I will never be and read Madame Bovary, The Process and the Metamorphosis. However, what I really wanted was that they let me read the wizard.
While some promising writers (that never were anything but promises) lent me Dante, Shakespeare, Balzac, Dostoevsky and Cervantes, I started questioning my self-alienating blindness: how would be possible that 48 out of 100 best-selling titles in Brazil in the 90s were by national writer and 20 of them belong to the so called dumb wizard? Then, when xenophobic disguised as patriotic scholars said that real literature was Machado de Assis and Guimarães Rosa, I no longer wanted to know if was Dom Casmurro or The Posthumous Memoirs of Bras Cubas which made Machado de Assis a specialist in first person writing or if was the first ellipse in The Devil to Pay in the Backlands a case for grammar or not. I was completely in love with Veronika decides to die.

Suddenly, I began to see through the walls of limitation of wise fools that surrounded me: the more I kept imprisoned by the rules, standards, styles and literary methods, the less I could write. I knew what was break of semantic parallelism, euphemism, onomatopoeia, prosopopoeia, epistrophe, periphrases, inversion, pleonasm...whatever. Almost all these bullshit that the morons think to be what it takes to be a genius.
But, was when a professor told me in a tone of joke that Paulo Coelho writes for needy, depressive young adults who believe in elves and who think about suicide. I immediately replied:'THEN I DON'T WANT MAKE LITERATURE, I WANT TO MAKE PAULO COELHO!' So, unlike Virginia Woolf, Paulo Coelho writes not only with his fingers or as a whole person; he writes with his soul, not being subservient to grammar rules that limits the most overbearing authors. And you know what would be worse than a flopped author writing a book only to externalize their contained disability? TWO FRUSTRATED AUTHORS WITH THE SAME PURPOSE:

1)           The messenger without a message named DIOGO MAINARDI, who cannot enjoy the verve great authors can have, wrote LULA É MINHA ANTA (his Magnum Opus); gathering all his repetitive and dull articles about the man he wanted to be.

2)           And following the same steps of mediocrity, the illustrious unknown, Janilto Andrade wrote the unpopular best-seller WHY NOT READ PAULO COELHO in which he defines the wizard as an exciting vulgar looking for being qualified as sophisticated art.
But as John Steinbeck would say: 'Of all animals in God’s creation .... Man is the only one who drinks without being thirsty ...eats without being hungry and talks without having something to say.'
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terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Bom Combate (Paulo Coelho)




O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos os nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre e Ágape não penetra nela (...).
O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heroicas, no tempo dos cavaleiros andantes, isto era fácil, havia muita terra para conquistar e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou muito, e o Bom Combate foi transportado dos campos de atalha para dentro de nós mesmos.
O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos.  Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor na juventude – nós temos muita coragem par combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.
1. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.
2. O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-a-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória, nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.
3. Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos. A combater o Bom Combate.
“(...) Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz – temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir essa crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo. (...) A única maneira de salvamos nossos sonhos, é sendo generosos conosco mesmos. Qualquer tentativa de autopunição – por mais sutil que seja, deve ser tratada com rigor.”
(Adaptação de um trecho do livro Diário de um Mago – Paulo Coelho).

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por que ler Paulo Coelho?





Não precisa procurar muito pela internet para encontrarmos as mais variadas críticas ao prodigioso escritor Paulo Coelho. Mas, será que o autor mais lido no Brasil, um dos 10 escritores vivos mais lidos no mundo, com mais de 70 prêmios, traduzido em 76 línguas e lido em 160 países é mesmo um grande apedeuta como asseveram alguns desconhecidos eruditos rancorosos?
Logo quando terminei meu primeiro livro, embevecido pelas letras e com intento de escrever ficção, resolvi – estupidamente desnorteado – estudar mais literatura. Enquanto os “pseudos-letrados” Kafkanianos e Flaubertianos afirmavam que Paulo Coelho era apenas um néscio charlatão, eu forjava ser um elitista que nunca serei e lia Madame Bovaryo Processo e a Metamorfose. Contudo, eu queria mesmo era que eles me deixassem ler o mago.
E assim, ao passo em que alguns promitentes escritores (que nunca foram senão promessas) emprestavam-me Dante, Shakespeare, Dostoyevsky, Balzac e Cervantes, eu começava a questionar minha cegueira “auto-alienante”: como seria possível dos 100 títulos mais vendidos no Brasil na década de 90, 48 pertencerem aos autores nacionais sendo 20 deles apenas do burro mago?
Depois, quando os menos xenofóbicos disfarçados de eruditos patrióticos diziam que literatura de verdade era Machado de Assis e Guimarães Rosa, eu já não queria mais saber se foi Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas que tornou Machado de Assis o especialista na literatura em primeira pessoa, nem se a primeira “elipse” em Grande Sertão: Veredas, seria ou não gramatical. Eu estava completamente apaixonado por Veronika decide morrer.
De repente, comecei a enxergar adiante dos muros de limitação dos sábios tolos que me rodeavam: quanto mais eu ficava aprisionado as regras, normas, estilos e técnicas literárias menos eu conseguia escrever. Sabia o que era quebra de paralelismo semântico, Eufemismo, Onomatopeia, Prosopopeia, Perífrase, Epístrofe, Hipérbato, Pleonasmo De Reforço, Estilístico Ou Semântico etc. Enfim! Quase todas essas besteiras que os idiotas versados acham que são suficientes para ser genial.
No entanto, foi quando uma docente posada disse com jeito de troça que as obras de Paulo Coelho eram escritas para jovens carentes depressivos que acreditam em duendes e pensam em suicídio, que eu retruquei na mesma hora: NÃO QUERO MAIS FAZER LITERATURA, QUERO FAZER PAULO COELHO! Pois diferentemente de Virgínia Woolf, Paulo Coelho não escreve só com os dedos, nem com a pessoa inteira; ele escreve com a alma sem subserviência gramatical!


Mas, sabem o que seria pior do que 1 (UM) fracassado autor iracundo escrevendo um livro enredado apenas para externar sua incapacidade contida? 2 (DOIS) autores frustrados com esse mesmo propósito. O estafeta sem recado, DIOGO MAINARDI sem desfrutar da verve que nutri os grandes autores, escreveu o monotemático livro, LULA É MINHA ANTA (sua Magnum Opus); reunindo suas crônicas enfadonhas e repetitivas sobre o homem que ele queria ser. E seguindo o mesmo caminho irregressível da mediocridade, o ilustríssimo desconhecido, Janilto Andrade escreveu o impopular Best-Seller POR QUE NÃO LER PAULO COELHO; onde ele define o mago como um excitante vulgar procurando qualificar-se como arte sofisticada. Inobstante como vociferou John Steinbeck
“De todos os animais da criação, o homem é o único que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada que dizer”.
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