OBJETIVO: verificar se a diminuição na jornada de trabalho proporciona uma redução nos níveis de estresses ocupacionais. MÉTODOS: triangulação de dados obtidos por revisão não-sistemática em fontes secundárias e análise correlacional. RESULTADOS: Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão diretamente relacionadas ao Estresse. Pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (2007) apontou que o Brasil lidera o ranking de horas trabalhadas por semana: 54h contra a média mundial de 41h, e que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, ficando atrás apenas do Japão. CONCLUSÕES: Apesar dos dados apresentados pela ISMA (2007) e embora o trabalho seja considerado um dos primeiros estressores crônicos, não se pode asseverar de forma generalista que a diminuição na Jornada de trabalho reduziria o estresse já que a compreensão dos eventos estressantes é afetada por variáveis cognitivas; não é a situação nem a resposta da pessoa que define o estresse, mas a percepção do indivíduo sobre a situação. (MIGUEZ, 2010).
terça-feira, 3 de abril de 2012
Jornada de trabalho e redução do estresse
OBJETIVO: verificar se a diminuição na jornada de trabalho proporciona uma redução nos níveis de estresses ocupacionais. MÉTODOS: triangulação de dados obtidos por revisão não-sistemática em fontes secundárias e análise correlacional. RESULTADOS: Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão diretamente relacionadas ao Estresse. Pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (2007) apontou que o Brasil lidera o ranking de horas trabalhadas por semana: 54h contra a média mundial de 41h, e que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, ficando atrás apenas do Japão. CONCLUSÕES: Apesar dos dados apresentados pela ISMA (2007) e embora o trabalho seja considerado um dos primeiros estressores crônicos, não se pode asseverar de forma generalista que a diminuição na Jornada de trabalho reduziria o estresse já que a compreensão dos eventos estressantes é afetada por variáveis cognitivas; não é a situação nem a resposta da pessoa que define o estresse, mas a percepção do indivíduo sobre a situação. (MIGUEZ, 2010).
Resenha do Artigo "Abordagem Gestáltica e Psicopedagogia: um olhar compreensivo para a totalidade criança-escola"
RESUMO: O texto visa estabelecer ligação entre abordagem gestáltica e a psicopedagogia. Abordam-se as teorias de base, concepção de campo holístico-relacional a teoria do ciclo de contato bem como as contribuições da gestaltpedagogia para compreensão no processo de aprendizagem e prática escolar. Dentro da psicopedagogia é descrito a abrangência, a conceituação, processo de avaliação e intervenção junto à criança e instituição educativa; dentro de suas bases teóricas e praticas. São citados fenômenos de aprendizagem, avaliação e intervenção na visão gestaltica.
As Principais Influências Orientais Utilizadas nas Abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea
RESUMO
sexta-feira, 16 de março de 2012
O PODER DA ESTUPIDEZ

A QUESTÃO acerca da qual muitas vezes as pessoas razoáveis se interrogam é a de que como e por que pessoas estúpidas conseguem atingir posições de poder e de autoridade. Não é difícil compreender como o poder político, econômico ou burocrático aumenta o potencial nocivo de uma pessoa estúpida. Mas temos ainda de explicar e perceber o que torna essencialmente perigosa uma pessoa estúpida, ou seja, em que consiste o poder da estupidez.
Com uma pessoa estúpida tudo isto é absolutamente impossível. Como está implícita na Terceira Lei Fundamental, uma criatura estúpida persegui-lo-á sem razão, sem um plano preciso, nos tempos e nos lugares mais improváveis e mais impensáveis. Não há qualquer maneira racional de prever se, quando, como e por que, uma criatura estúpida vai desferir o seu ataque. Perante um indivíduo estúpido está-se completamente vulnerável. Dado que as atitudes de uma pessoa estúpida não são conformes às regras da racionalidade, disso resulta que:
a) geralmente somos apanhados de surpresa pelo ataque;
b) quando temos consciência do ataque não conseguimos organizar uma defesa racional, porque o ataque em si não tem qualquer estrutura racional.
O fato de a atividade e os movimentos de uma criatura estúpida serem absolutamente erráticos e irracionais, não só torna a defesa problemática como torna ainda extremamente difícil qualquer contra-ataque – é como tentar disparar contra um objeto capaz dos mais improváveis e inimagináveis movimentos. “Isto é o que Dickens e Schiller tinham em mente quando um deles afirmou que “com estupidez e boa digestão o homem pode enfrentar muitas coisas”, e o outro que “CONTRA A ESTUPIDEZ OS PRÓPRIOS DEUSES COMBATEM EM VÃO”.

Extraído do cap. Le leggi fondamentali della stupidità umana in Allegro ma non troppo – Carlo Maria Cipolla.
Novos aspectos fisiopatológicos envolvidos no transtorno obsessivo-compulsivo
domingo, 5 de fevereiro de 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
ECOS DA VIDA

Filho e pai caminhavam por uma montanha. De repente, o menino cai, machuca-se e grita:
- AI!
Para sua surpresa, escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha:
- AI!
Curioso, o menino pergunta:
- Quem é você?
Recebe uma resposta:
- Quem é você?
Contrariado grita:
- Seu covarde!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!
O menino olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e diz:
- Meu filho, preste atenção. Em seguida, grita em direção a montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
-Você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende, e o pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade, isso é a VIDA.
A vida lhe dá de volta tudo o que você fala, tudo o que você deseja de bem ou mal para os outros. Nossa vida é simplesmente o reflexo de nossas ações. Se você quiser mais amor, compreensão, sucesso, harmonia e felicidade. Crie mais amor, compreensão, harmonia e felicidade no seu coração. Se agir assim a vida lhe dará felicidade, sucesso e o amor das pessoas que o cercam.
“A verdadeira riqueza do homem é o bem que ele faz ao próximo”
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Passado X Presente

Para refletir sem saudosismo, mas com a mente no futuro.
Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Autor desconhecido)
sábado, 15 de outubro de 2011
Parabéns aos Professores

O MATERIAL ESCOLAR MAIS BARATO QUE EXISTE NA PRAÇA É O PROFESSOR!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
“Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. E ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender.” Blaise Pascal
Meus Sinceros Parabéns para aqueles poucos professores que transferem o que sabem enquanto aprendem o que ensinam.
sábado, 11 de junho de 2011
OMISSÃO

Na Alemanha Nazista eles primeiro vieram buscar os comunistas e eu não falei nada porque eu não era comunista. Então eles vieram buscar os judeus e eu não falei nada porque eu não era judeu. Então eles vieram buscar os sindicalistas e eu não falei nada porque eu não era sindicalista. Então eles vieram buscar os católicos e eu não falei nada porque eu era protestante. Então eles vieram me buscar - e a esta altura já não havia mais ninguém para falar nada.
Pastor Martin Niemoller
sexta-feira, 10 de junho de 2011
O ESTAFETA SEM RUMO

SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Trem sem trilho,
Gramíneas sem milho,
Maquinista valdevino.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Peralvilho sem chegada.
Bicho campesino;
Correndo pela estrada.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Com alma de aventureiro,
Espírito forasteiro,
E sonho de menino.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Remendeiro do passado.
Vidente paladino;
De futuro indecifrado.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Cego romeiro errante.
Perdido de mim, clandestino.
Fugido da vida, viajante.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Garimpeiro de ilusão.
Na gruta incerta do destino;
Passarinho sem alçapão.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Destemido caçador.
Adulto pequenino;
Semente de lavrador.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Vagamundo alienado.
Missivista traquinino;
Estafeta sem recado.
SOU ANDARILHO PEREGRINO;
Funâmbulo da fatalidade.
Passadas de bailarino;
Galgando felicidade.
Marcus Deminco
O Homem do Espelho

Quando conseguir tudo que quer na luta pela vida
E o mundo fizer de você rei por um dia,
Procure um espelho, olhe para si mesmo
E ouça o que aquele Homem tem a dizer.
Porque não será de seu pai, mãe ou mulher
O julgamento que terá que absolvê-lo.
O veredicto mais importante em sua vida
Será o do Homem que o olha do espelho.
Alguns podem julgá-lo modelo,
Considerá-lo um ser maravilhoso,
Mas ele dirá que você é apenas um impostor,
Se não puder fitá-lo dentro dos olhos.
É a ele que deve agradar, pouco importa os demais,
Pois será ele quem ficará ao seu lado até o fim.
E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis
Se o Homem no espelho puder chamá-lo de amigo.
Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro,
E receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho,
Mas, seu último salário será de dores e lágrimas,
Se enganou o Homem que o fita no espelho.
Dale WimBrow
Veja o Vídeo:
quarta-feira, 25 de maio de 2011
MUDANÇA

Os rios correm, as montanhas sofrem erosão e as civilizações ascendem e decaem. Os ciclos das mudanças são intermináveis. As mudanças geológicas e as evolutivas -as mais gradativas de todas - modelaram o mundo que conhecemos hoje. Sociedades e culturas apareceram e desapareceram, cada qual acrescentando uma nova dimensão à vida humana. Em apenas duzentos anos, os Estados Unidos cresceram, de uma fronteira primitiva, para se transformarem na nação tecnologicamente mais avançada e poderosa da Terra. Os acontecimentos internacionais também refletem mudanças, na medida em que lideres e tendências surgem e passam adiante, abrindo espaço para novos lideres e novas tendências. O valor da moeda flutua, crianças nascem, pessoas morrem - nada permanece igual.
No entanto, embora todos nós mudemos a cada dia, raramente achamos fácil mudar da maneira que queremos ou que precisamos mudar. Mesmo quando não somos felizes, muitas vezes parece mais fácil, ou até melhor, nos segurarmos ao que temos e permanecermos os mesmos. Optamos por ignorar as oportunidades de preenchimento e de felicidade que a ação positiva pode oferecer. Agarramo-nos à ideia de que não somos capazes de nos adaptar às solicitações do nosso trabalho e da vida; ou, quem sabe, acreditamos já ter mudado o suficiente. Se somos criticados por levarmos uma vida vazia, podemos até mesmo assumir uma atitude defensiva, apresentando desculpas, alegando que somos o que somos, que não podemos mudar. É fácil gastar toda uma vida deste modo, recusando-nos a assumir responsabilidade pelo nosso crescimento pessoal.
Nós não desejamos fazer o esforço necessário para mudar, mas lutar contra as mudanças requer um esforço ainda maior. Tentar evitar mudanças em nossa vida é como tentar nadar contra a correnteza de um rio. Este modo de ser nos exaure e nos frustra, até o ponto em que uma qualidade de derrota começa a permear as nossas vidas. Todavia, poderíamos, em vez disto, optar por tirar proveito da natureza transitória da existência e aprender a participar do fluxo da vida, em sintonia com os processos de mudança.
A mudança é natural e saudável e não algo a ser temido ou evitado. Se examinarmos com atenção as mudanças que se operam em nossas vidas, veremos que o processo de mudança é aquilo que dá luz a todas as coisas boas. Quando nós nos permitimos mudar, a vida rapidamente nos conduz para além de períodos difíceis, em direçâo a momentos de alegria e vitalidade. Uma vez que vejamos como as mudanças estão continuamente atuando sobre nós e também dentro de nós, podemos aprender a usar a energia que elas contêm para direcionar as nossas vidas.
Pensar sobre como mudamos ao longo do tempo é algo que nos ajuda a aprender como apreciar e desenvolver nossa capacidade de mudança. Você não é a mesma pessoa que era há dez anos. No que está diferente? Como era antes? A sua pessoa atual e a sua pessoa anterior seriam amigas, caso se encontrassem? O que elas gostariam ou deixariam de gostar uma na outra? Como é que você chegou a ser o indivíduo que é hoje? Seus ideais, seus pensamentos e opiniões mudaram; pelo quê eles foram substituídos e por que razão? Revendo as mudanças ocorridas, você pode sentir o gosto do crescimento e dos progressos que conseguiu, assim como pode apreciar os benefícios que o processo de mudança trouxe à sua vida.
Quando você percebe o quanto mudou e se desenvolveu, mesmo sern tentar conscientemente, compreende o quanto poderia crescer se fizesse um esforço efetivo para mudar. Uma reflexão sobre a sua vida atual em relação à pessoa que você se tornará no futuro pode ser muito útil. Será que suas ações atuais contribuirão para melhorar sua vida, enriquecendo-a em termos de experiências positivas e de crescimento? O que você pensará quando olhar para trás daqui a dez anos? O quanto terá colaborado para provocar as mudanças que terão ocorrido? Ao questionar sua vida deste modo, você pode ganhar uma perspectiva mais clara acerca da sua motivação para mudar e crescer.
Trazer mudanças positivas para sua vida pode ser uma questão simples, pois elas começam a acontecer assim que você decide expandir o seu potencial. Na próxima vez em que você se vir preso a um padrão que o limita, deixe de lado suas expectativas ou ideias fixas e abra-se para tudo o que pode ser aprendido com um novo modo de ser. Tome a energia que antes empregava para reforçar seus velhos padrões e use-a para lidar com as suas dificuldades, rápida e eficientemente. Quando você se posiciona desta maneira, descobre que não há limites para a sua energia criativa nem para a amplitude da sua experiência.
De forma calma e constante, vá atravessando o seu dia, mantendo uma quietude interna. Quando você está relaxado e tranquilo por dentro, pode reconhecer os padrões que causam dificuldades assim que aparecem e pode também permitir que eles o ensinem a mudar. Sempre que se encontrar numa situação difícil, faça uma pausa antes de reagir. Seus atos não teriam, de algum modo, contribuído para a situação? Será que você está procurando desculpas para si mesmo? Se estiver, aceite-se como é... e, ao mesmo tempo, altere sua reação típica. Se estiver prestes a reagir emocionalmente, dê um passo atrás e olhe a situação de uma forma mais tranquila. Escolha uma reação mais saudável. Hábitos antigos podem ser mudados e qualidades positivas, estimuladas e desenvolvidas. A opção de mudar está sempre aberta pois crescimento e desenvolvimento são uma questão de escolha. Tudo o que temos a fazer é decidir.
à medida que mudamos nossos hábitos e padrões, compreendemos que os problemas podem nos ensinar a crescer. Todavia, como nossos problemas muitas vezes são dolorosos e incómodos, a tendência natural é tentar evitá-los; buscamos maneiras de escapar de situações difíceis ou de contornar os obstáculos que encontramos. Nossos problemas, porém, são como nuvens: ainda que pareçam perturbar a serenidade de um céu limpo, elas contêm a umidade vivificante que nutre o crescimento. Quando encaramos nossos problemas sem rodeios e os atravessamos por inteiro, descobrimos novas maneiras de ser. Juntamos força e confiança para lidarmos com dificuldades futuras. A vida passa a ser um desafio cheio de significado que nos conduz a um maior conhecimento e a um estado desperto. Descobrimos que, quanto mais aprendemos, mais crescemos; quanto mais desafios encontramos, mais força e atenção plena adquirimos. Quando vivemos em consonância com o processo de mudança, o simples ato de viver é, por si, valioso.
Nos momentos em que se sentir profundamente desanimado e desejar desistir ou quando pensar que é muito tarde na vida para começar a fazer quaisquer mudanças, não pare aí. Encoraje-se e verá que poderá sustentar sua motivação para aprender, crescer e usar seu potencial de forma criativa. Ao invés de permanecer preso a velhos padrões, você poderá desafiá-los e rompê-los. Ao fazer isso, ampliará suas capacidades e aumentará a riqueza da sua experiência, muito mais do que poderia imaginar. Em vez de restringir suas ambições, você pode utilizar a energia das suas atitudes negativas e fundi-la numa força de mudança, deliberada e concentrada.
Quando sabemos que é possível optar por mudar, queremos ver o futuro chegar; podemos, de fato, caminhar adiante em direção ao futuro e crescer tão rapidamente quanto quisermos. Confiantes em nossa capacidade de promover nossa saúde e força através do nosso próprio esforço, tornamo-nos um exemplo para os que nos cercam, incentivando-os também a mudar. Este apoio, este compartilhar da experiência é um dos maiores recursos que a humanidade possui.
Quando estamos abertos a mudanças, vemos que a nossa mente é uma fonte geradora de alegria e felicidade e que nosso corpo é cheio de energia. Corpo e mente, juntos, formam um bom veículo; cada qual é uma asa que nos possibilita voar para fazer face aos desafios da vida. Aprendemos a apreciar o quanto somos afortunados por termos a capacidade de usar nosso corpo e mente para aprofundar e enriquecer nosso trabalho, nossos relacionamentos e nossas vidas.
Reflita sobre os valores que estão se desenvolvendo: um coração aberto, uma disposição para encarar a vida de forma direta e confiança em nós mesmos. A vida pode ser vivida como se fosse apenas mais uma tarefa rotineira; no entanto, quando decidimos fazer uso das múltiplas oportunidades que temos para mudar em sentidos positivos, podemos tornar nossas vidas saudáveis e vibrantes. Desenvolvemos uma apreciação genuína de nós mesmos, uma sensação de bem estar que se irradia por todas as nossas ações. Quando conseguimos uma mudança, podemos vê-la e orgulhamo-nos dela. Os outros também se sentem encorajados ao ver mudanças acontecendo em nós. Quando apoiamos o crescimento uns dos outros desta maneira, o trabalho se torna tranquilo e nossos corações, cheios de alegria.
Tarthang Tulku é um monge budista que conseguiu escapar do Tibet após a invasão chinesa. Chegou aos Estados Unidos, onde, na Califórnia, criou o Instituto Nymgma para o estudo do Dharma (doutrina tibetana). Fez muito sucesso entre executivos americanos, tendo escrito, para o mundo organizacional, o livro "O Caminho da Habilidade", de onde foi retirado este texto.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Acostuma-se a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Acostuma-se para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti. Eu sei, mas não devia. Editora Rocco: Rio de Janeiro 1996.
SÓ R$ 25,00

Um homem chegou a casa tarde do trabalho. Cansado e irritado, depara-se com seu filho de 5 anos o esperando na porta .
– Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?
– O que é? – respondeu impaciente.
– Quanto você ganha em uma hora?
– Isso não é da sua conta. Porque você esta perguntando uma coisa dessas?
– disse num tom agressivo.
– Eu só quero saber. Por favor, me diga. Quanto você ganha em uma hora?
– Se você quer saber, eu ganho R$ 50 por hora.
– Ah! – exclamou o menino com sua cabeça para baixo – Pai, pode me emprestar R$ 25,00?
– Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso? Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá direto para o seu quarto e vá para a cama. Pense sobre o quanto você está sendo egoísta! Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.
O menino caminhou calado para o seu quarto e fechou a porta. O homem sentou-se numa poltrona e refletiu ainda mais nervoso sobre aquela indagação do filho.
– Como ele ousa fazer essa pergunta só para ganhar algum dinheiro?
Após cerca de uma hora, o homem tinha mais calmo consegue pensar melhor: “Talvez houvesse algo que ele realmente precisasse comprar com esses R$ 25,00... E ele realmente não pedia dinheiro com muita freqüência.”
Levantou-se menos intolerante, foi ao quarto do filho, abriu a porta e perguntou:
– Você está dormindo?
– Não pai. Estou acordado!
– Eu estive pensando melhor, talvez eu tenha sido muito duro com você. – admitiu justificando. – Tive um dia difícil e acabei descarregando em você. Aqui estão os R$ 25 que você me pediu.
O menino se levantou sorrindo.
– Obrigado pai! – agradeceu animado, enquanto retirava do seu travesseiro alguns trocados amassados. Vendo que o menino já tinha algum dinheiro, o pai começou a se enfurecer novamente.
– Por que você pediu mais dinheiro se você já tinha?
– Porque eu não tinha o suficiente. – afirmou, mas após contar suas economias constatou alegremente:
– Papai... Agora eu tenho R$ 50! Posso comprar uma hora do seu tempo? Por favor, chegue em casa mais cedo amanhã. Eu gostaria muito de jantar com você.
Não se esqueça de compartilhar esses R$ 50 no valor do seu tempo com alguém que você ama. Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas.
domingo, 24 de abril de 2011
O OLEIRO E O POETA

Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib.
Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz do lugarejo. O juiz, homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado:
– Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade?
– Sim, senhor juiz. – confirmou o oleiro – Fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque. Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta. Exijo uma indenização! – gritava o oleiro.
O juiz voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente:
– Como justifica o seu estranho proceder?
– Senhor juiz, o caso é simples. – disse o poeta. Há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro. Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade. No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada. Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los. Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos. Não me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos. Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro.
Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou:
– Que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas. Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso.
E a sentença foi a seguinte:
“Determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos.”
A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente. Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro. O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.
