quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A VOLTA DO SOLDADO FERIDO

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para seus pais em São Francisco e disse: Mãe, pai, eu estou voltando para casa, mas eu tenho um favor a pedir: gostaria de levar um amigo comigo.


- Claro! Nós adoraremos conhecê-lo!!!

- Há algo que vocês precisam saber. Ele foi terrivelmente ferido na luta, pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir, eu quero que ele vá morar conosco.

- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele morar.

- Não, mamãe e papai, eu quero que ele more conosco.

- Filho, você não sabe o que está pedindo! Alguém com tanta dificuldade não seria bom para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa assim interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.

Neste momento o filho desligou o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais, angustiados, voaram para o local e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas para o horror deles, descobriram que o filho tinha apenas um braço e uma perna.

A VERDADEIRA LIÇÃO


Há uma história atribuída ao famoso líder pacifista Mahatma Gandhi, que, em minha opinião, foi um dos maiores exemplos de congruência. Conta que certo dia foi procurado por uma mulher e seu pequeno filho…

- Sr. Gandhi, dizia ela, por favor, peça a meu filho para parar de comer açúcar.

Gandhi olhou nos olhos do garoto, e em seguida para a mulher e disse:

- Volte daqui quinze dias!

Duas semanas se passaram e a mulher voltou com o menino.

- Sr. Gandhi, quinze dias se passaram, e eu gostaria que o senhor dissesse para esse menino parar de comer açúcar.

Gandhi olhou para o garoto e disse:

– Pare de comer açúcar!

A mulher então disse a ele:

– É só isso? Por que não disse na primeira vez em que viemos aqui?

Gandhi calmamente respondeu:

– É porque há quinze dias eu ainda comia açúcar!

ENCONTRO MARCADO

A história faz parte de um conto de John O’Hara.

Um certo mercador persa pede ao seu servo que vá até o mercado comprar algumas peças de tecidos.

Ao chegar no mercado, o servo vê sua própria Morte fazendo algumas compras numa barraca próxima; apavorado, volta correndo até a casa do mercador.

“Tenho que ir embora daqui”, diz, quase chorando.

“Vi minha Morte hoje de manhã, no mercado, e preciso fugir dela. Vou partir ainda hoje para Bokara, minha cidade”.

O mercador aceita o pedido do servo, mas fica desconfiado. Vai, então, até o mercado, encontra a Morte do servo. “Puxa, que susto você deu em meu empregado”, diz ele.

“Ele também me deu um susto”, responde a Morte. “Eu jamais esperava encontrá-lo por aqui – afinal de contas, tenho um encontro marcado com ele em Bokara, amanhã de manhã”.

Do destino por Paulo Coelho

O SONHO DO SULTÃO

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente! - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

O AMOR EM SILÊNCIO

Um casal de idosos comemora suas Bodas de Ouro após longos anos de matrimonio. Enquanto tomavam café da manhã a esposa pensou “por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura”. Ela espalhou manteiga na parte de cima do pão e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse:


“minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que deverias tê-la, já que tanto a aprecias”.

O CEGO & O PUBLICITÁRIO


Um publicitário passava por um mendigo cego todos os dias de manhã e à noite e dava-lhe sempre alguns trocos. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:

"Cego de Nascimento. Uma esmola, por favor."

Certa manhã, o publicitário teve uma idéia: virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase. À noite, depois de um dia de trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido o seu dia. O cego respondeu muito contente:

- Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o senhor escreveu no letreiro???

O publicitário havia escrito uma frase breve, porém com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era:


EM BREVE CHEGARÁ A PRIMAVERA E EU NÃO PODEREI VÊ-LA.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Marcus Deminco: TEXTO PARA REFLEXÃO

Marcus Deminco: TEXTO PARA REFLEXÃO

Marcus Deminco: CONTO BUDISTA

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: CONTO BUDISTA

Marcus Deminco: PARÁBOLA REFLEXIVA

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: PARÁBOLA REFLEXIVA

Marcus Deminco: A CARROÇA VAZIA

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: A CARROÇA VAZIA

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A CARROÇA VAZIA



Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Acedi com grande alegria e lá fomos nós, umedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva. Ele se parou numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:

-- Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros? Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:

-- Estou ouvindo o barulho de urna carroça que deve estar descendo pela estrada.

-- Isso mesmo... Disse ele. É uma carroça vazia...

De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:

-- Como pode o senhor saber que está vazia?

-- Ora, é muito fácil saber que é uma carroça vazia. Sabe por quê?

-- Não! Respondi intrigado.

Meu pai pôs-me a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:

-- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.... Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar.

Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e importuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:

Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PARÁBOLA REFLEXIVA


Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.

Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:

Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!

Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.

Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta...

O lenhador desolado, profundamente triste enterrou o machado e a raposa juntos.

"Somos muito precipitados e estamos sempre julgando imediatamente, ou com a nossa língua ou com as nossas mãos.”

Fonte: http://www.velhosabio.com.br

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CONTO BUDISTA



Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

Amar seu ofensor é uma questão de natureza. Ninguém pode dar aquilo que não possui.


Fonte: http://pensandozen.blogspot.com/

TEXTO PARA REFLEXÃO


Falando da salvação pela graça, Moody disse, certa vez: "Boa coisa é que o homem não possa salvar-se a si mesmo; pois se, por si só, pudesse abrir caminho para o Céu, nunca acabaríamos de ouvir-lhe falar disso. Basta que alguém consiga colocar-se um pouco acima de seus semelhantes e acumular alguns milhares de reais para que se lhe ouça afirmar com orgulho que se fez com esforço próprio. Estou cansado de ouvir tais coisas, e alegro-me de que por toda a eternidade nunca ouviremos ninguém no Céu que se possa vangloriar de haver-se aberto para si mesmo o caminho até ali." – Mid Continent.