quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Poder do Entusiasmo





A palavra ENTUSIASMO vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses.  A pessoa entusiasmada era aquela que, possuída por um dos deuses e por causa disso, poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, quem fosse entusiasmado por Ceres (deusa da agricultura) seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante.
Segundo os gregos, só pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do quotidiano. Era preciso, portanto, entusiasmar-se.
Assim, o entusiasmo é diferente de otimismo. Otimismo significa eu acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo. No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado. A pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos  outros.   Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.
E só há uma maneira de ser entusiasmado. É agir entusiasticamente!   Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma. O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.
É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade. Deixe de lado todo o negativismo, o ceticismo, e abandone a descrença. Seja entusiasmado com a sua vida, e principalmente seja entusiasmado com você.
Fonte: Commit, in Canudos motivacionais - Prof. Luiz Marins.

domingo, 17 de maio de 2015

Os Dez Mandamentos de Osho





Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos. Esta foi sua resposta:

Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:

1 - Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
2 - O único Deus é a própria vida.
3 - A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
4 - O amor é a oração.
5 - O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
6 - A vida é aqui e agora.
7 - Viva completamente acordado.
8 - Não nade, flutue.
9 - Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
10 - Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.

(Osho – A Cup of Tea, 123)

Coragem: o Rio & o Oceano




A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica.
Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem. O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
E assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar se tivermos coragem.
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Viver é correr riscos





Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras difíceis. Porém, os maiores erros que cometemos na vida, não são decorrentes das decisões erradas que tomamos. A maior parte dos nossos erros são frutos de nossos medos, e das nossas indecisões. No entanto, temos que viver diariamente com a consequência das nossas decisões. Afinal – por mais simples que pareça – tudo aquilo que fazemos sempre terá algo de arriscado.
Rir é correr o risco de parecer um tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor suas ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.
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Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não corre riscos na vida, pode até evitar alguns sofrimentos, esquivar-se das dores, e driblar as frustrações. Mas, não aprende, não sente, não muda, não cresce, e não vive. Presa à sua própria servidão, sempre será uma escrava temendo a liberdade. Apenas, aqueles que arriscam poderão, verdadeiramente, serem livres.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Perdoar tem algo de morrer




QUANDO nossas mentes estão cheias de raiva e de ódio por outras pessoas, na verdade, nós somos os únicos que estamos realmente sofrendo, aprisionados nesse estado mente. Mas não é muito fácil acessar o lugar dentro de nós que é capaz de perdoar, que é capaz de amar. Sob alguns aspectos, ser capaz de perdoar, de abrir mão, é uma espécie de morte. É a capacidade de dizer: “Eu não sou mais aquela pessoa, e você não é mais aquela pessoa.”.
O perdão nos permite recuperar uma parte de nós mesmos que havia ficado atravancado em um evento passado irregressível. Pode ser que alguma parte da nossa identidade precise morrer nesse abrir mão, para que possamos recuperar a energia presa ao passado. Todos esses ensinamentos estão disponíveis para nós, mas apenas se pudermos estar conscientes daquilo que estamos sentindo, do modo mais profundo possível, sem que nada seja ocultado da nossa consciência.
Então, podemos analisar:
Que luta é essa? Por que estamos lutando? – É importante entender que coisa alguma pode nos faz sentir bem ou mal. Nada está isolado neste mundo condicionado. Nós vivemos em uma realidade interdependente, onde temos a situação do momento presente e também tudo o que nós estamos trazendo conosco. (Sharon Salzberg – Loving Kindness).

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