quinta-feira, 31 de julho de 2014







sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Círculo da Tolerância




Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa, porque estava com ódio naquele momento. O diretor quando chegou em casa, gritou com a sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa. Irascível, sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato. A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara. O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua, porque estava atrapalhando sua saída pelo portão. Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada. O farmacêutico, regressando à sua casa, gritou com sua mãe porque o jantar não estava do seu agrado. Sua mãe, entretanto, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:
– Filho querido... Prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse bem. Amanhã você vai se sentir bem melhor. Em seguida, o abençoou, retirando-se e o deixando sozinho com os seus pensamentos… Naquele momento, rompeu o círculo do ódio, porque esbarrou com a tolerância, a doçura, o perdão e o amor…


terça-feira, 22 de julho de 2014

Carregando Suas Pedras




Um fervoroso devoto estava atravessando uma fase muito penosa, com graves problemas de saúde em família e sérias dificuldades financeiras. Por isso orava diariamente pedindo ao Senhor que o livrasse de tamanhas atribulações. Um dia, enquanto fazia suas preces, um anjo lhe apareceu, trazendo-lhe uma mochila e a seguinte mensagem:
- O Senhor se compadeceu da sua situação e manda lhe dizer que é para você colocar nesta mochila o máximo de pedras que conseguir e carregá-la com você, em suas costas, por um ano, sem tirá-la por um instante sequer. Manda também lhe dizer que, se você fizer isso, no final desse tempo, ao abrir a mochila, terá uma grande alegria e uma grande decepção. E desapareceu, deixando o homem bastante confuso e revoltado.
"Como pode o Senhor brincar comigo dessa maneira? Eu oro sem cessar, pedindo a Sua ajuda, e Ele me manda carregar pedras?" Já não lhe bastam os tormentos e provações que
Estou vivendo?" pensava o devoto.
Mas, ao contar para sua mulher a estranha ordem que recebera do Senhor, ela lhe disse que talvez fosse prudente seguir as determinações dos Céus, e concluiu dizendo:
- Deus sempre sabe o que faz...
O homem estava decidido a não fazer o que o Senhor lhe ordenara, mas, por via das dúvidas, resolveu cumpri-las em parte, após ouvir a recomendação da sua mulher. Assim, colocou duas pedras, pequenas, dentro da mochila e carregou-a nas costas por longos doze meses. Ao decurso natural dos dias, na manhã da data marcada, e mal se contendo de tanta curiosidade, abriu a mochila conforme as ordens do Senhor e descobriu que as duas pedras que carregara nas costas por um ano tinham se transformado em pepitas de ouro...
Todos os episódios que vivemos na vida, inclusive os piores e mais duros de suportar, são sempre extraordinárias e maravilhosas fontes de crescimento. Temendo a dor, a maioria se recusa a enfrentar desafios, a partir para novas direções, a sair do lugar comum, da mesmice de sempre.
Temendo o peso e o cansaço, a maioria faz tudo para evitar situações novas, embaraçosas, que envolvam qualquer tipo de conflito. Mas aqueles que encaram pra valer as situações que a vida propõe, aqueles que resolvem "carregar as pedras", ao invés de evitá-las, negá-las ou esquivar-se delas, esses alcançam a plenitude do viver e transformam, com o tempo, o peso das pedras que transportaram em peso de sabedoria.
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sábado, 19 de julho de 2014

Viva como as flores




Certa manhã, enquanto caminhava ao lado do seu mestre o jovem discípulo o perguntou:
- Como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas… Sofro com as que caluniam…
- Viva como as flores! – aconselhou o mestre.
- Como é viver como as flores? – questionava o discípulo.
- Repare nestas flores – continuou o mestre – apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas…
Não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora… Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia… Assim, você estará vivendo como as flores!


domingo, 13 de julho de 2014

Todos estão de Passagem





Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou, foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e, sobretudo, na ausência de mobília, curioso indagou:
- Onde estão os teus móveis?
- Onde estão os teus? – devolveu o monge.
- Estou aqui só de passagem – respondeu o andarilho
- Eu também…

domingo, 6 de julho de 2014

O inferno e o céu coletivo





Mestre e discípulo foram até uma região onde havia fartura de arroz, mas os habitantes daquele lugar possuíam talas em seus braços, o que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!
– Veja! – Disse o Mestre – Isto é o inferno coletivo.
Em seguida, levou o Discípulo para uma região próxima e mostrou que também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas, todavia eram todas saudáveis e bem nutridas, pois uma levava o arroz à boca do outro, em um processo de interdependência e cooperação mútua.
– E isto é o Céu coletivo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quando Deus me Disse NÃO





Eu pedi a Deus para Ele retirar meus vícios.
Ele disse: NÃO. Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Deus para Ele completar meu corpo.
Ele disse: NÃO. Seu Espírito é completo, seu corpo apenas temporário.

Eu pedi a Deus para Ele me dar paciência.
Ele disse: NÃO. Paciência é um subproduto das tribulações. Ela não é dada é aprendida.

Eu pedi a Deus para Ele me dar Felicidade.
Ele disse: NÃO. Eu dou bênçãos, felicidade depende de você.

Eu pedi a Deus para Ele me livrar da dor.
Ele disse: NÃO. Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Deus para Ele fazer meu Espírito crescer.
Ele disse: NÃO. Você deve crescer em si próprio, mas eu lhe podarei para que você dê frutos.

Eu pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ele disse: NÃO. Eu te darei a Vida, para que você aprecie todas as coisas boas que existe nela.

Eu pedi a Deus para Ele me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Deus então disse: Finalmente você entendeu a idéia.

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Lembre-se: antes de pedir, agradeça, antes de reclamar sobre tudo aquilo que lhe falta, reflita entre o que deseja e o que merece, para um dia começar a aceitar o que recebe. E quando todos os seus sonhos se revelarem impossíveis ante grandes obstáculos inesperados, lembre-se: Deus não escolhe os mais capacitados, ele capacita os seus escolhidos... E os obstáculos servem apenas para você saber que o pai também espera o melhor do seu filho.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Marcus Deminco - Textos em Ecards


O Sabor da Tristeza





Certo dia um velho Mestre pediu ao jovem aprendiz que estava triste para que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim! – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e depois pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse até um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
– E agora, qual é o gosto?
– Bom! – confirmou o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.
– Não! – respondeu o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
– A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.