quarta-feira, 28 de maio de 2014

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

domingo, 25 de maio de 2014

Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Promoção 48 Horas)





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Veja o Quadro Descritivo Abaixo




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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ensinamentos Sobre a Verdadeira Magia




Mestre e discípulo caminhavam pela beira de uma praia discutindo a respeito da vida quando se depararam com um ninho de tartarugas-marinhas saindo dos ovos e correndo para o mar. Logo notaram que algumas haviam sido pisadas, enquanto outras eram capturadas por pequenos animais ou simplesmente morriam antes de alcançar a água. Então, perceberam que uma bem pequena já estava se debatendo com o casco virado para baixo. O Mestre abaixou-se vagarosamente e com um simples gesto, desvirou com a ponta do dedo a tartaruga, que conseguiu alcançar o mar até desaparecer por entre as espumas das ondas.

Mediante aquela ínfima atitude, o discípulo indagou reflexivo:

– Mestre, por que o Senhor fez isso? Quero dizer, seu ato não alterará nada, foi algo tão pequeno em relação à grandiosidade da Natureza de forma que acho que para fazer alguma diferença teria que ser um ato imensamente maior... O Senhor não acha?

E o Mestre simplesmente respondeu:

– Pois para AQUELA tartaruguinha um pequeno gesto do meu dedo fez toda diferença do mundo!

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Às vezes, através de gestos pequenos podemos fazer grandes coisas, embora essas grandes coisas só sejam grandes em relação a quem recebe nosso gesto. O fato é que existem pessoas que poderiam ser mais felizes se nós entendêssemos que poderíamos ajudá-las através de pequenas coisas. Pessoas esperam de nós um sorriso, um "bom dia!”, e até um "eu te amo!" e muitas vezes para nós isso seria algo simples de se fazer, mas nem sempre fazemos. Na Magia é preciso explicar que o magista é um homem ou mulher que nem sempre vive de grandes atos. A vida do magista não é só grandes rituais, evocações terríveis, e coisas maravilhosas. Magistas são pessoas de atos grandes e pequenos, mas todos eles igualmente nobres.

Todo magista deve ter em mente que ele não veio ao mundo à passeio, e que havia uma razão para que ele se tornasse um magista. Muitas vezes conversei com magistas que ao serem perguntados o porquê se tornaram magistas, me responderam: "Para descobrir meu Eu Superior." . Essa resposta está parcialmente correta. De fato, essa descoberta do Eu Superior também é importantíssima, mas não é o único objetivo dos estudos e dos treinamentos de nenhum magista que tenha se dedicado corretamente. Se esse fosse o único objetivo então seria egoísmo: de que adiantaria uma compreensão e conhecimentos superiores, se não partilhar com ninguém e isso jamais se converter em benefício a outras pessoas? Seria como se todas as pessoas estivessem dormindo sendo que o magista é uma pessoa que acordou, e agora a sua função é ajudar as outras pessoas a acordar também, para que veja o mundo tal qual ele é, e não como as pessoas foram condicionadas a vê-lo.
Em "O Mito da Caverna", de Platão, essa situação é bem descrita. Há ali pessoas que sempre viveram em uma escura caverna, mas uma delas consegue ir lá fora, e volta contando as maravilhas da luz do dia. As pessoas não acreditam, porque sempre viveram na escuridão e não acreditam nas coisas que aquele que viu a luz está lhes relatando. Isso não faz parte de suas realidades, desconhecem o conceito de realidade aparente e esse homem passa a ser chamado de visionário e até de louco.

A Magia se torna malvista quando magistas não-preparados resolvem tentar "despertar" os outros, contando-lhes coisas que não foram vistas e induzindo-lhes ao erro camuflado de "grandes verdades da Magia”. Não há "grandes Verdades" na Magia, tudo é muito simples, talvez simples demais, e essa simplicidade toda é que mantém ocultas muitas coisas. Um magista não precisa praticar grandes atos, mas seus atos têm que ser grandes, no sentido de que devem ter grandeza, correção e consciência. A Magia não existe para fazer a felicidade financeira de ninguém, e nenhum magista pode cobrar por seus serviços. Se considerarmos que esse magista seguiu os ritos corretos ele também não teve de pagar nada pelo que aprendeu, e por isso não se justifica que ele estabeleça preço par ajudar as pessoas. E esse ajudar poderá ser de formas até bastante simples, e mesmo não sendo magista toda pessoa tem em mãos a capacidade de fazer outras pessoas felizes.

O Ser Humano existe para ser feliz e nossa finalidade deveria ser a de proporcionar felicidade uns aos outros. Por possuir outra visão de mundo, o magista tem uma possibilidade maior de proporcionar isto às pessoas, que muitas vezes só precisam de uma pequena ajuda. Mas, o magista não pode pegar as pessoas pelas mãos e levá-las pelos caminhos, porque isso tiraria delas o senso de luta, a capacidade de buscar o próprio destino e de dar rumo à própria vida. Por isso é que eu digo: não posso lhe dar um caminho, mas posso lhe dar um começo. Acho muito correta a filosofia que diz que a quem tem fome NÃO DEVEMOS dar o peixe, e sim ensinar a pessoa a pescar, para que ela aprenda a andar com os próprios pés. O magista pode e deve ajudar as pessoas, mas é preciso ter os pés nos chão, por causa dos falsos magistas que através de uma Magia incompleta e às vezes pervertida não só afastam as pessoas de seus caminhos como também passam a se constituir para elas em uma fonte de desgraças.

Gestos pequenos também são passíveis de proporcionar felicidade aos nossos semelhantes e possivelmente mesmo sem nos darmos conta disto nós podemos ajudar a muitas pessoas. Ajudando aos outros ajudamos a nós mesmos; trazendo felicidade aos outros é a nós mesmos que tornamos felizes. Afinal, não é uma existência miserável a de alguém que nunca moveu um simples dedo em benefício de seus semelhantes, nem se importou em ajudar aos irmãos que cruzaram o seu caminho? Quem sabe se um pequeno gesto nosso poderá fazer toda diferença do mundo para alguém?

Escrito pelo Mago Daniel no Templo do Mago às 04h30min – 23/10/1999 a.D.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: A DECISÃO (Charles Chaplin)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: A DECISÃO (Charles Chaplin)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Máquina de Escrever (Giuseppe Ghiaroni)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Máquina de Escrever (Giuseppe Ghiaroni)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Café com um Amigo

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Café com um Amigo

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Pescador e o Empresário

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Pescador e o Empresário

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Contradição

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Contradição.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Homem no Espelho (Dale Wimbrow)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Homem no Espelho (Dale Wimbrow)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Oleiro e o Poeta.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Oleiro e o Poeta.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Burro No Fundo Do Poço

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Burro No Fundo Do Poço

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Sorriso de Deus

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Sorriso de Deus

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: Parábola das 4 estações (autor desconhecido)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: Parábola das 4 estações (autor desconhecido)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

sábado, 17 de maio de 2014

Do escritor Marcus Deminco ao Deputado Peixe Federal

Do escritor Marcus Deminco ao Deputado Peixe Federal


A Lição de Nossas Quedas





Certa manhã de domingo, como fazia habitualmente, o mestre Zady caminhava meditativo pela floresta, seguido por um dos seus discípulos. Embora bem mais velho, o mestre andava com serenas passadas firmes, enquanto o jovem aprendiz o seguia escorregando e caindo a todo instante. No entanto, a cada nova queda, o aprendiz se levantava mais irascível, cuspia no chão traiçoeiro e continuava a acompanhar seu mestre. Depois de longas horas cainhando, os dois finalmente chegaram a um lugar sagrado. Contudo, antes mesmo de fazer qualquer menção sagrada, sem cessar seus passos um só instante, o mestre simplesmente, revolveu-se e começou a regressar.
– Mas o Senhor não me ensinou absolutamente nada hoje! – dizia o aprendiz desapontado, enquanto se erguia raivoso de mais um tombo.
– Ensinei sim! – assegurou-lhe o mestre elucidando ainda – Mas parece que você não está preparado para aprender. Durante toda essa caminhada, eu tentei lhe mostrar como devemos proceder mediante os erros da vida.
– E como devemos agir?
– Da mesma maneira que você deveria ter feito com seus tombos. – respondeu o mestre. – Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde você caiu, deveria procurar por aquilo que o fez escorregar. Assim, não continuaria caindo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Ao Deputado Peixe Federal





domingo, 11 de maio de 2014

Trecho do Livro: Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector





CAPÍTULO III



Barroqueira do Agreste – Bahia
(Fevereiro de 1934)


A GRANDE DISTÂNCIA da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças.
Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez.
Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados.
Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar...

sábado, 3 de maio de 2014

Parábola das 4 estações (autor desconhecido)





Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local. O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida. O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas. O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto. O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas… O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas. Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono. Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Jamais julgue a vida apenas por uma estação difícil.