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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pregos na Cerca




Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito ruim. O Pai desse garoto deu-lhe um saco com pregos e disse-lhe que toda vez que ele perdesse a paciência, deveria martelar um prego atrás da cerca. No primeiro dia o garoto enfiou 37 pregos. Em algumas semanas, ia aprendendo a controlar seu temperamento, e o número de pregos martelados por dia reduziu gradativamente. Descobriu que era mais fácil controlar seu temperamento do que martelar todos aqueles pregos na cerca…
Finalmente chegou o dia em que o garoto não perdeu a paciência nem uma vez. E disse aquilo ao seu pai. Este sugeriu que ele retirasse um prego por cada dia que ele conseguisse controlar seu temperamento. Finalmente chegou o dia em que o garoto havia retirado todos os pregos da cerca. Então o pai pegou a mão do seu filho e o levou para a cerca e disse: “Você foi muito bem meu filho!” Mas olha todos esses buracos na cerca. A cerca jamais será a mesma. Quando você diz coisas com a cabeça quente, elas deixam marcas como estas. Você pode ferir um homem com uma faca e depois tirar a faca, não importa quantas vezes você pedir perdão, a ferida ainda vai estar ali. Uma ferida verbal é tão grave quanto uma física.
Lembre-se da lição que o pai ensinou para o filho. Que “buracos” você tem feito recentemente? Alguns podem ser grandes e outros pequenos. Sejam do tamanho que forem, cada buraco que é feito com raiva faz a vida um pouco mais feia. A próxima vez que você começar a sentir raiva, tente se expressar de maneira diferente e reduzir o número de buracos que você faz.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Círculo da Tolerância




Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa, porque estava com ódio naquele momento. O diretor quando chegou em casa, gritou com a sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa. Irascível, sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato. A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara. O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua, porque estava atrapalhando sua saída pelo portão. Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada. O farmacêutico, regressando à sua casa, gritou com sua mãe porque o jantar não estava do seu agrado. Sua mãe, entretanto, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:
– Filho querido... Prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse bem. Amanhã você vai se sentir bem melhor. Em seguida, o abençoou, retirando-se e o deixando sozinho com os seus pensamentos… Naquele momento, rompeu o círculo do ódio, porque esbarrou com a tolerância, a doçura, o perdão e o amor…


terça-feira, 22 de julho de 2014

Carregando Suas Pedras




Um fervoroso devoto estava atravessando uma fase muito penosa, com graves problemas de saúde em família e sérias dificuldades financeiras. Por isso orava diariamente pedindo ao Senhor que o livrasse de tamanhas atribulações. Um dia, enquanto fazia suas preces, um anjo lhe apareceu, trazendo-lhe uma mochila e a seguinte mensagem:
- O Senhor se compadeceu da sua situação e manda lhe dizer que é para você colocar nesta mochila o máximo de pedras que conseguir e carregá-la com você, em suas costas, por um ano, sem tirá-la por um instante sequer. Manda também lhe dizer que, se você fizer isso, no final desse tempo, ao abrir a mochila, terá uma grande alegria e uma grande decepção. E desapareceu, deixando o homem bastante confuso e revoltado.
"Como pode o Senhor brincar comigo dessa maneira? Eu oro sem cessar, pedindo a Sua ajuda, e Ele me manda carregar pedras?" Já não lhe bastam os tormentos e provações que
Estou vivendo?" pensava o devoto.
Mas, ao contar para sua mulher a estranha ordem que recebera do Senhor, ela lhe disse que talvez fosse prudente seguir as determinações dos Céus, e concluiu dizendo:
- Deus sempre sabe o que faz...
O homem estava decidido a não fazer o que o Senhor lhe ordenara, mas, por via das dúvidas, resolveu cumpri-las em parte, após ouvir a recomendação da sua mulher. Assim, colocou duas pedras, pequenas, dentro da mochila e carregou-a nas costas por longos doze meses. Ao decurso natural dos dias, na manhã da data marcada, e mal se contendo de tanta curiosidade, abriu a mochila conforme as ordens do Senhor e descobriu que as duas pedras que carregara nas costas por um ano tinham se transformado em pepitas de ouro...
Todos os episódios que vivemos na vida, inclusive os piores e mais duros de suportar, são sempre extraordinárias e maravilhosas fontes de crescimento. Temendo a dor, a maioria se recusa a enfrentar desafios, a partir para novas direções, a sair do lugar comum, da mesmice de sempre.
Temendo o peso e o cansaço, a maioria faz tudo para evitar situações novas, embaraçosas, que envolvam qualquer tipo de conflito. Mas aqueles que encaram pra valer as situações que a vida propõe, aqueles que resolvem "carregar as pedras", ao invés de evitá-las, negá-las ou esquivar-se delas, esses alcançam a plenitude do viver e transformam, com o tempo, o peso das pedras que transportaram em peso de sabedoria.
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sábado, 19 de julho de 2014

Viva como as flores




Certa manhã, enquanto caminhava ao lado do seu mestre o jovem discípulo o perguntou:
- Como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas… Sofro com as que caluniam…
- Viva como as flores! – aconselhou o mestre.
- Como é viver como as flores? – questionava o discípulo.
- Repare nestas flores – continuou o mestre – apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas…
Não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora… Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia… Assim, você estará vivendo como as flores!


domingo, 13 de julho de 2014

Todos estão de Passagem





Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou, foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e, sobretudo, na ausência de mobília, curioso indagou:
- Onde estão os teus móveis?
- Onde estão os teus? – devolveu o monge.
- Estou aqui só de passagem – respondeu o andarilho
- Eu também…

domingo, 6 de julho de 2014

O inferno e o céu coletivo





Mestre e discípulo foram até uma região onde havia fartura de arroz, mas os habitantes daquele lugar possuíam talas em seus braços, o que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!
– Veja! – Disse o Mestre – Isto é o inferno coletivo.
Em seguida, levou o Discípulo para uma região próxima e mostrou que também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas, todavia eram todas saudáveis e bem nutridas, pois uma levava o arroz à boca do outro, em um processo de interdependência e cooperação mútua.
– E isto é o Céu coletivo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quando Deus me Disse NÃO





Eu pedi a Deus para Ele retirar meus vícios.
Ele disse: NÃO. Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Deus para Ele completar meu corpo.
Ele disse: NÃO. Seu Espírito é completo, seu corpo apenas temporário.

Eu pedi a Deus para Ele me dar paciência.
Ele disse: NÃO. Paciência é um subproduto das tribulações. Ela não é dada é aprendida.

Eu pedi a Deus para Ele me dar Felicidade.
Ele disse: NÃO. Eu dou bênçãos, felicidade depende de você.

Eu pedi a Deus para Ele me livrar da dor.
Ele disse: NÃO. Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Deus para Ele fazer meu Espírito crescer.
Ele disse: NÃO. Você deve crescer em si próprio, mas eu lhe podarei para que você dê frutos.

Eu pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ele disse: NÃO. Eu te darei a Vida, para que você aprecie todas as coisas boas que existe nela.

Eu pedi a Deus para Ele me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Deus então disse: Finalmente você entendeu a idéia.

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Lembre-se: antes de pedir, agradeça, antes de reclamar sobre tudo aquilo que lhe falta, reflita entre o que deseja e o que merece, para um dia começar a aceitar o que recebe. E quando todos os seus sonhos se revelarem impossíveis ante grandes obstáculos inesperados, lembre-se: Deus não escolhe os mais capacitados, ele capacita os seus escolhidos... E os obstáculos servem apenas para você saber que o pai também espera o melhor do seu filho.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Marcus Deminco - Textos em Ecards


O Sabor da Tristeza





Certo dia um velho Mestre pediu ao jovem aprendiz que estava triste para que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim! – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e depois pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse até um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
– E agora, qual é o gosto?
– Bom! – confirmou o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.
– Não! – respondeu o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
– A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Veja - Best Seller






O Velho Carpinteiro




Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar. A empresa não seria muito afetada coma a saída do carpinteiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao carpinteiro para trabalhar em mais um projeto como um favor.
O carpinteiro concordou, mas era fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Ele prosseguiu fazendo um trabalho de Segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa dele terminar sua carreira. Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer uma inspeção da casa. E depois ele deu a chave da casa para o carpinteiro e disse:
- “Essa é a sua casa. Ela é o meu presente para você”. O carpinteiro ficou muito surpreso. Que pena!
Se ele soubesse que ele estava construindo sua própria casa, ele teria feito tudo diferente. O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na construção. Depois com surpresa nós descobrimos que nós precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.
VOCÊ É O CARPINTEIRO. Todo dia você martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes. Alguém disse que “A vida é um projeto que você mesmo constrói”. Suas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a “casa” que você vai morar amanhã. Construa com sabedoria!
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Autor: Valtair Freitas

O Oásis & a Vida




Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive nesse lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou  o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – Estou satisfeito de haver saído de lá.
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – Replicou o velho.
No mesmo dia, outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio e os sentimentos que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.


terça-feira, 24 de junho de 2014

O Espinhal Escolhido




Certa vez um homem interrogou o rabino Joshua Ben Karechah: “Por que Deus escolheu um espinhal para falar com Moisés?”
O rabino respondeu: “Se ele tivesse escolhido uma oliveira ou uma amoreira, você teria feito a mesma pergunta. Mas não posso deixá-lo sem uma resposta. Por isso digo que Deus escolheu um mísero e pequeno espinhal para ensinar que não há nenhum lugar na terra onde Ele não esteja presente”.


O Deva & o Buda




O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte diálogo...
O Deva:
- Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.
- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?
- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?
- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?
- O bem atrai.
- O que repugna?
- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?
- A ignorância.
- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.
O Deva então faz sua última pergunta:
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.
Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.
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(Buda - Aquele que Despertou. Editora: Martin Claret).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Até onde vão as Mentiras




Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, no entanto, descobriram que era inocente. Ele então foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, decidiu processar o vizinho. No tribunal, o vizinho disse ao juiz:
– Mas, os comentários não causam tanto mal assim…
E o juiz logo ordenou:
– Escreva agora num pedaço de papel todos os comentários que você fez sobre ele. Em seguida, pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho até a sua casa. Amanhã cedo você volta para ouvir sua sentença!
Sem pestanejar, o vizinho obedeceu e voltou tranquilo no dia seguinte. Quando o juiz continuou a sua ordem:
– Antes da sentença, você terá ainda que catar todos os pedaços de papel que espalhou ontem!
– Mas, eu não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. – O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei mais onde estão!
Ao que o juiz respondeu-lhe como lição:
– Pois, é dessa mesma maneira que um simples comentário pode destruir a honra de um homem. Muitas vezes, as calúnias se espalham tanto, a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.


Beladonas da Vida




Certa manhã, com uma entonação culposa, o discípulo confessava ao seu mestre: 
– Tenho passado grande parte do meu dia vendo coisas que não devia ver, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.
O mestre então, o convidou para um passeio. No meio do caminho, apontou para uma planta e perguntou se o discípulo sabia algo sobre ela. Demonstrando conhecimento, ele logo respondeu:
– É a Beladona. Pode matar quem comer suas folhas.
– Mas não pode matar quem apenas a contempla. – salientou o mestre – Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar nenhum mal se você não se deixar seduzir por eles.


Sobre Temperamento




Um praticante Zen foi à Bankei e pergunto-lhe aflito:
“Mestre, Eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?”
“Tu possuis algo muito estranho,” replicou Bankei. “Deixe ver como é esse comportamento.”
“Bem… eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre,” disse o outro, um pouco confuso.
“E quando tu a mostrarás para mim?” perguntou Bankei.
“Não sei… é que isso sempre surge de forma inesperada,” replicou o estudante.
“Então,” concluiu Bankei, “essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasse. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, saibas que ele não existe.”


Torne-se Oceano




Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e avista a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.


sábado, 14 de junho de 2014

Mudança & Autocontrole




Certa manhã, o colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. Lá chegando, seu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydy sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Em seguida, quando os dois desciam pela rua, o colunista perguntou:
– Ele sempre te trata com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente é sempre assim.
– E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
– Sim, sou.
– Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
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Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam… somos nós que transformamos os ambientes.


Para Ronaldo Fenômeno Oportunista




sexta-feira, 13 de junho de 2014

Os Navios & a Vida




Certa vez, um homem sábio foi às docas para observar os navios entrarem e saírem do porto. Percebeu que, quando um navio saía para o alto mar, todas as pessoas no cais festejavam e desejavam boa viagem. Enquanto isso, ignorado pela multidão, outro navio entrou no porto e atracou. O sábio dirigiu-se às pessoas, dizendo: “Vocês não percebem que os seus sentimentos estão ao contrário? Quando um navio parte, não se sabe o que virá pela frente, ou qual será o seu fim. Portanto, na verdade não há motivo para celebrar. Porém, quando um navio entra no porto e regressa ao lar com segurança, este é um motivo para fazê-los sentir alegria.”
A vida é aquela viagem e nós somos o navio. Quando nasce uma criança, festejamos. Quando uma alma volta para casa, pranteamos. No entanto, se víssemos a vida na terra da mesma maneira que o sábio observava o movimento dos navios, talvez pudéssemos dizer: “O navio terminou sua jornada, enfrentou as tempestades da vida, e finalmente entrou no porto. E agora está seguro em casa (…)”


Balões & Felicidade




Um grupo de 500 pessoas participava de um seminário, quando de repente, o palestrante parou e decidiu fazer uma atividade em grupo. Após distribuir um balão para cada integrante, o palestrante pediu que escrevessem de caneta seus nomes no seu balão. Em seguida, todos os balões foram recolhidos e colocados dentro de outra sala vazia. Passado algum tempo, o palestrante orientou para que todos entrassem na sala ao lado e que cada um procurasse pelo balão com o seu nome anotado. Advertiu, no entanto que, esta tarefa deveria ser realizada no máximo em 5 minutos.
Todos procuravam desesperadamente pelo balão com o seu nome, empurrando e batendo-se uns nos outros e formando uma enorme confusão sem conseguirem concluir a tarefa. O palestrante então interrompeu a atividade, acalmou o grupo e pediu que cada pessoa pegasse um balão aleatoriamente e desse para a pessoa cujo nome estava escrito. E em poucos minutos, sem nenhum tumulto todos estavam com o seu próprio balão. Depois que todos retornaram a sala principal e se sentaram com seus balões, o palestrante explicou:
"Isso está acontecendo em suas vidas. Todos estão desesperadamente procurando a felicidade ao redor, sem saber onde ela está. Nossa felicidade está na felicidade das outras pessoas. Dê-lhes a sua felicidade e você também terá a sua própria."
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Autor desconhecido


O Discípulo Honesto





Como nos lembra essa parábola judaica, a fé, freqüentemente é o caminho que conduz o homem para outras virtudes (neste caso, para a honestidade).
Uma vez, o rabino decidiu testar a honestidade de seus discípulos; por isso os reuniu e fez-lhes uma pergunta:
– O que vocês fariam se estivessem caminhando e achassem uma bolsa cheia de dinheiro caída na estrada? – perguntou.
– Eu a devolveria ao dono. – disse um discípulo.
"A resposta dele foi muito rápida, preciso descobrir se ele realmente pensa assim", pensou o rabino.
– Eu guardaria o dinheiro se ninguém me visse encontrá-lo – afirmou o outro.
"Ele tem uma língua fraca, mas um coração mau", o rabino falou consigo.
– Bem, rabino – disse um terceiro discípulo –, para ser honesto, acredito que eu ficaria tentado a guardá-lo. Por isso, eu rezaria a Deus pedindo que me desse forças para resistir a tal tentação e para fazer a coisa certa.
"Ah!", pensou o rabino. "Eis o homem no qual posso confiar."
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“Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade.” (Sócrates).

* O Livro das Virtudes para Crianças. (William J. Bennett).