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domingo, 11 de maio de 2014

Trecho do Livro: Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector





CAPÍTULO III



Barroqueira do Agreste – Bahia
(Fevereiro de 1934)


A GRANDE DISTÂNCIA da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças.
Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez.
Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados.
Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar...

sábado, 3 de maio de 2014

Parábola das 4 estações (autor desconhecido)





Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local. O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida. O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas. O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto. O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas… O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas. Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono. Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Jamais julgue a vida apenas por uma estação difícil.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (E-book)

Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (E-book)

Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Prefácio)




RIO DE JANEIRO, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia do transitório universo dos humanos, para perpetuar sua existência através das preciosas letras que transbordavam da sua complexa alma feminina, os inúmeros apreciadores daquela intrépida força de natureza sensível e pulsante ficavam órfãos das suas epifânicas palavras, enquanto o mundo literário, embora enriquecido pelos imorredouros legados que permaneceriam em seus contos, crônicas e romances, ficaria incompleto por não mais partilhar – nem mesmo através das obras póstumas – das histórias inéditas que desvaneciam junto com ela.
Entretanto, tempos depois da sua morte, inúmeras polêmicas concernentes a sua vida privada vieram ao conhecimento público. Sobretudo, após ter sido inaugurado o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) – constituído por diversos documentos pessoais da escritora – doados por um de seus filhos. E diante de correspondências trocadas com amigos e parentes, trechos rabiscados de produções literárias, e algumas declarações escritas sobre fatos e acontecimentos, a confirmação de que entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961, era ela quem assinava uma coluna no jornal Correio da Manhã sob o pseudônimo de Helen Palmer.
Decerto aquilo não seria um dos seus maiores segredos. Aliás, nem era algo tão ignoto assim. Muitos – principalmente os mais próximos – sabiam até mesmo que, no período de maio a outubro de 1952, a convite do cronista Rubem Braga ela havia usado a identidade falsa de Tereza Quadros para assinar uma coluna no tabloide Comício. Assim como já se conscientizavam também, que a partir de abril de 1960, a coluna intitulada Só para Mulheres, do Diário da Noite, era escrita por ela como Ghost writer da modelo e atriz Ilka Soares. Mas, indubitavelmente, Clarice guardava algo bem mais adiante do que o seu lirismo introspectivo. Algo que fugiria da  interpretação dos seus textos herméticos, e da revelação de seus pseudos. Um mistério que a própria lógica desconheceria. Um enigma que persistiria afora dos seus oblíquos olhos melancólicos.
Dizem, inclusive, que em agosto de 1975, ela somente aceitou participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria – em Bogotá, Colômbia – porque já estava convencida de que aquela cíclica capacidade de renovação que lhe acompanhava, viria de um poder supremo ao seu domínio e bem mais intricado que os seus conflitos religiosos. Talvez seja mesmo verdade. Talvez não. Quem sabe descobriríamos mais a respeito, se nessa mesma ocasião, sob o pretexto de súbito um mal-estar ela não tivesse, inexplicavelmente, desistido de ler o verdadeiro texto sobre magia que havia preparado cuidadosamente para o instante da sua apresentação.
Em deferência aos costumes judaicos quanto ao Shabat, Clarice só pode ser sepultada no dia 11, domingo. Sabe-se hoje que o seu corpo repousa no túmulo 123 da fila G do Cemitério Comunal Israelita no bairro do Caju, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Coincidentemente, próximo ao local onde a sua personagem Macabéa gastava as horas vagas. No entanto, como quase todos os extraordinários que fazem da vida um passeio de aprendizado, deduz-se que Clarice tenha mesmo levado consigo uma fração de ensinamentos irreveláveis. Certamente, os casos mais obscuros, tais como os episódios mais sigilosos, partiram pegados ao seu acervo incriado, e sem dúvida alguma, muita coisa envolta às suas sombras não seriam confidenciadas. Como por exemplo, o verdadeiro motivo que lhe inspirou a adotar um daqueles pseudônimos (...).
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Obra com Registro no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional sob o Nº: 436909 em 30/07/08.

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terça-feira, 15 de abril de 2014

De Fábio Ramos para Marcus Deminco


“Concluída a obra intitulada Ritualística. Do artista plástico Fábio Ramos, O escritor Marcus Deminco sobre as forças do astral superior recebe das 7 ninfas as pérolas da sabedoria o lápis branco tem gravado o símbolo do arcanjo Gabriel, e sobre os cabelos do Marcus podemos ver Ganesh a deusa indiana protetora dos escritores...Pintura surrealista 60x100 tela a óleo homenagem do artista plástico e mestre pintor Fábio Ramos para o amigo escritor Marcus Deminco”. (Fábio Ramos)

segunda-feira, 17 de março de 2014

O Sorriso de Deus




Havia um pequeno menino que tinha o desejo de se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente. Um dia encheu sua mochila com pedaços de bolo e refrigerante e saiu para brincar no parque. Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de refrigerante, quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então, lhe ofereceu um pedaço de bolo. O velhinho, muito agradecido, aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo; então ele ofereceu seu refrigerante.
Mais uma vez, o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo bolo e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro. Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas, antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. Aí, o velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido. Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face:
- O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?
Encantado, ele respondeu:
- Passei a tarde com Deus. Você sabia que ele tem o mais lindo sorriso que já vi?
Enquanto isso, o velhinho chegava a sua casa com o mais radiante sorriso na face e ouvia seu filho perguntar:
- Por onde você esteve que está tão feliz?
- Comi bolo e tomei guaraná no parque com Deus. Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?
A face de Deus está em todas as pessoas, mas só podem ser vistas, com os olhos do coração!

A grandeza de um homem depende da intensidade de suas relações com Deus - Saint-Exupéry.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Burro No Fundo Do Poço




Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar o burro ainda vivo.

Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra para dentro do poço. O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o animal aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

LEMBRE-SE: a vida vai lhe jogar muita terra nas costas. Principalmente se já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que lhe jogam para seguir adiante!

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Oleiro e o Poeta.





Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib. Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz do lugarejo. O juiz, homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado:
– Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade?
– Sim, senhor juiz. – confirmou o oleiro – Fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque. Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta. Exijo uma indenização! – gritava o oleiro.
O juiz voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente:
– Como justifica o seu estranho proceder?
– Senhor juiz, o caso é simples. – disse o poeta. Há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro. Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade. No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada. Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los. Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos. Não me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos. Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro.
Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou:
– Que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas. Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso.
E a sentença foi a seguinte:
“Determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos.”

A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente. Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro. O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.


quarta-feira, 5 de março de 2014

Estatísticas Confirmam: mortos logo participarão do carnaval baiano.




Embora eu não compreenda muito bem como em 35 mil leitos disponíveis entre hotéis e pousadas (A Tarde/13-01-2010) dormiram os 500 mil turistas que visitaram salvador durante os seis dias de carnaval (Secretaria Estadual de Turismo, 2010). Compreendo menos ainda como eles ocuparam apenas 84% desses leitos – conforme declarou o secretário de Turismo Domingos Leonelli.
Valendo-me desses dados e fazendo uma força extrema para ser ignorante, façamos uma breve consideração: 500 mil turistas ÷ por 6 (dias de folia) = aprox. 83 mil. E se a cidade dispõe de 35 mil leitos e 84% deles foram ocupados = 24.400. Ainda assim, teríamos diariamente, algo em torno de 58.600 turistas sem teto. Abusando da minha boa vontade em querer acreditar nisso tudo e cogitando os meus possíveis erros de cálculos, conjecturemos – absurdamente hipotético que – 40.000 desses turistas tenham alugado apartamentos, pernoitado em motéis, acampados na Praça Castro Alves, ficado na casa de conhecidos, ou hospedados em albergues e pensões clandestinas, os outros 18.600 turistas dormiram ao relento, ficaram de virote, foram abduzidos ou ficaram nas casas do Prefeito, do Governador e do Secretário de Turismo?
Devo admitir, entretanto, que estou imensamente mais preocupado com o nosso SUPERÁVIT de mortalidade e violência no carnaval: em 2008 foram registradas 1.224 ocorrências policiais, em 2009, 1.150 e em 2010, apenas 770. Isso sem contar que – incrivelmente surreal – há 3 anos não foi registrada nenhuma morte. Se esses extraordinários dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública forem mesmo verdadeiros – o que acho pouco provável – indubitavelmente, os mortos deverão participar dos próximos carnavais de Salvador. E como predizia Darcy Ribeiro, no seu livro, O Povo Brasileiro (1995):

"[...] não contando com séries estatísticas confiáveis para o passado – se não as temos nem no presente –, faremos uso aqui, vastamente, do que eu chamo demografia hipotética. Vale dizer, séries históricas compostas com base nos poucos dados concretos e completadas com o que parece ser verossímil”.

* Texto escrito após o carnaval de 2010, mas afora os nomes dos personagens, as estatísticas permanecem como ensina a matemática: LÓGICA! E eu que sempre pensei não compreender a matemática, hoje penso menos ainda, mas creio que talvez, eu não compreendesse mesmo era a lógica…


sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Pescador e o Empresário




Um empresário que passava férias numa cidadezinha costeira estava no cais quando viu aproximar-se um pequeno barco de pesca com um único homem a bordo. Dentro do barco brilhavam ao sol vários peixes grandes com excelente aspecto. Educadamente cumprimentou o pescador pela grande quantidade de peixes e perguntou quanto tempo ele havia levado para pescar peixes tão grandes.
O pescador respondeu:
– Não muito, senhor, eu diria que levei somente algumas horas.
Espantado, o empresário falou:
– Certamente você é um bom pescador e esses peixes são excelentes. Então porque não ficou mais tempo no mar para pescar mais peixes?
O pescador riu antes de indagar:
– Porque eu faria isto, senhor? Eu ganho o suficiente para sustentar a mim e a minha família. Eu não preciso pescar mais peixes.
O empresário então perguntou:
–Mas o que você faz o resto do dia?
– Eu estou completamente livre para fazer o que eu quero. Brinco com meus filhos, tiro uma soneca com a minha mulher e vou à cidade no final da tarde onde bebo e toco violão com os meus amigos. Eu tenho uma vida cheia e boa, senhor. – respondeu o pescador.
– Ah! Você pensa que tem uma vida boa? – Indagou zombando enquanto retirava do bolso um cartão de visitas e prosseguia:
– Eu sou graduado em administração de empresas e posso ajudá-lo. Pelo que vejo você poderia pescar por mais tempo em cada dia e de acordo com o produto da sua pesca, você rapidamente poderia comprar um barco maior. Depois de algum tempo venderia esse grande barco e compraria vários barcos e até eventualmente, teria a sua própria frota. Certamente precisaria contratar uma equipe de pescadores, mas não se preocupe, pois eu conheço a pessoa certa que pode nos ajudar a recrutá-los.
Enquanto falava, o empresário fazia anotações e desenhava alguns diagramas. Em seguida, continuou explicando:
– Em alguns anos, ao invés de vender para um intermediário, você poderia vender diretamente para as fábricas ou, quem sabe, ter a sua própria fábrica para industrializar os peixes. Desse modo você controlaria o produto, o processamento e a distribuição. Lógico que você precisaria se mudar desse vilarejo para uma cidade maior. Certamente, você entende, precisaríamos melhorar o seu perfil no mercado. Daí, provavelmente você teria que se mudar para um centro mais dinâmico, uma metrópole, com acesso a grandes mercados no mundo, onde poderia controlar o sucesso de seus negócios e expandi-los ainda mais.
Por um instante o empresário parou de falar, e esperou pelos agradecimentos por parte do pescador por tão sábios conselhos. Mas, este, ponderou:
– Mas senhor, quanto tempo isso levaria?
E consultando suas breves anotações e digitando na sua calculadora, replicou:
– Ah! Acredito que alguma coisa entre 15 a 20 anos.
– E o que vai acontecer então? – Perguntou o pescador.
O empresário riu e disse:
– Essa é a parte mais inteligente e brilhante desse plano. No momento certo – e eu ficarei muito contente em avisá-lo – você abrirá o capital da empresa colocando as ações na bolsa de valores, vendendo-as para o público e tornando-se muito rico. Poderá ganhar centenas de milhões.
– Centenas de milhões, senhor? Perguntou o pescador coçando o queixo. E depois o que acontecerá?
– Bem, você poderá se aposentar como um homem muito rico, e escolher a vida que deseja para você e a sua família. Por exemplo, poderá se mudar para uma cidadezinha costeira, e fazer tudo àquilo que gosta: pescar, brincar com seus filhos, tirar uma soneca com a sua mulher e ir à cidade todos os finais de tarde para beber e tocar violão com os seus amigos. Você teria uma vida cheia e boa.
– Muito obrigado pelos conselhos. Não me leve a mal, mas se o senhor não se importar eu acho que pouparei 15 anos da minha vida e ficarei exatamente onde e como estou! Pois é exatamente assim que eu vivo desde agora! - Concluiu, sorrindo, o pescador.

Adaptação Do livro Criando o seu Futuro de Sucesso de Renato Hirata.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Homem no Espelho (Dale Wimbrow)



Quando conseguir tudo o que quer na luta pela vida,
e o mundo fizer de você um rei por um dia,
procure um espelho, olhe para si mesmo
e ouça o que aquele homem tem a dizer.

Por que não será de seu pai, mãe ou mulher
o julgamento que terá que absolve-lo,
o veredicto mais importante em sua vida
será o do homem que olha no espelho,

alguns podem julga-lo um modelo,
considera-lo um ser maravilhoso,
mas ele dirá que você e apenas um impostor,
se não puder fitá-lo dentro dos olhos.

É aquele que deve agradar, pouco importa os demais, 
pois será ele que ficará ao seu lado até o fim. 
E você terá superado aos testes mais perigosos e difíceis,
se o homem no espelho puder chamá-lo de amigo.

Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro, 
e receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho,
mas, seu último salário será de dores e lágrimas, 
se enganou o homem que o fita no espelho.
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Veja o Vídeo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Marcus Deminco - Artigos Publicados



Jornada De Trabalho E Redução Do Estresse.

RESUMO – Objetivo: verificar se a diminuição na jornada de trabalho proporciona uma redução nos níveis de estresses ocupacionais. Métodos: triangulação de dados obtidos por revisão não sistemática em fontes secundárias e análise correlacional. Resultados: Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão diretamente relacionadas ao Estresse. Pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (2007) apontou que o Brasil lidera o ranking de horas trabalhadas por semana: 54 h contra a média mundial de 41 h, e que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, ficando atrás apenas do Japão. Conclusões: Apesar dos dados apresentados pela ISMA (2007) e embora o trabalho seja considerado um dos primeiros estressores crônicos, não se pode asseverar de forma generalista que a diminuição na Jornada de trabalho reduziria o estresse já que a compreensão dos eventos estressantes é afetada por variáveis cognitivas; não é a situação nem a resposta da pessoa que define o estresse, mas a percepção do indivíduo sobre a situação. (MIGUEZ, 2010). 
Palavras-chave: Estresse; Estressores; Jornada de Trabalho; Síndrome de Burnout; Redução de estresse.

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Abordagem Gestáltica E Psicopedagogia: Um Olhar Compreensivo Para A Totalidade Criança-Escola. (Resenha).

RESUMO: Resenha crítica do artigo. O texto visa estabelecer ligação entre abordagem gestáltica e a psicopedagogia. Abordam-se as teorias de base, concepção de campo holístico-relacional a teoria do ciclo de contato bem como as contribuições da gestaltpedagogia para compreensão no processo de aprendizagem e prática escolar. Dentro da psicopedagogia é descrito a abrangência, a conceituação, processo de avaliação e intervenção junto à criança e instituição educativa; dentro de suas bases teóricas e praticas. São citados fenômenos de aprendizagem, avaliação e intervenção na visão gestaltica.
Palavras-chave: Gestalt, psicopedagogia, aprendizagem, avaliação e intervenção.

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As Principais Influências Orientais Utilizadas Nas Abordagens Da Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea.

RESUMO – Objetivo: pesquisar e descrever as principais técnicas orientais utilizadas como recursos de intervenções psicoterapêuticas em algumas práticas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) contemporânea. Métodos: análise correlacional por revisão não-sistemática em fontes secundárias. Conclusões: as práticas orientais utilizadas pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), como o Mindfulness, a Terapia Comportamental Dialética (TCD), a Respiração Diafragmática e o Relaxamento Muscular Progressivo, representam não só um acréscimo relevante no arsenal de suas técnicas psicoterapêuticas, como também – proporcionam aos seus pacientes – uma maior variedade de recursos disponíveis no processo terapêutico.
Palavras-chave: técnicas orientais, Terapia Cognitivo-Comportamental, Mindfulness,Terapia Comportamental Dialética, Respiração Diafragmática, Relaxamento Muscular Progressivo.

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Novos Aspectos Fisiopatológicos Envolvidos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

RESUMO – Objetivo: consultar em periódicos científicos eletrônicos os conceitos etiológicos mais utilizados para definir a fisiopatologia do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a fim de, posteriormente, descrever os mecanismos responsáveis por sua classificação entre os estados patológicos associados à hiperativação do Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (HHA). Métodos: revisão não sistemática em fontes de dados secundários. Conclusões: embora o TOC ainda seja considerado um transtorno idiopático e de características heterogêneos, a hipótese na qual sugere um funcionamento anômalo no circuito cortico-estriato-tálamo-cortical, possivelmente, em virtude da falta de intervenção inibitória do Núcleo Caudado desencadeie excesso da atividade talâmica, retroalimentando os pensamentos invasivos e/ou os comportamentos repetitivos originários do Córtex Órbito-Frontal, gerando níveis patológicos de ansiedade que, através da Amígdala, elevam a atividade do Eixo HHA.
Palavras-Chave: Transtorno Obsessivo-Compulsivo, fisiopatológica, Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal, núcleo caudado, tálamo, córtex órbito-frontal.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Marcus Deminco – A Contradição.


Sou o espelho da complexidade na sua forma mais simples;
Sou a intensidade com mil exclamações;
Sou dono de questionamentos intermináveis que lancei ao vento;
Sou pedaço do pequeno mundo lá fora, dentro de um enorme universo à parte;
Sou fiel nas traições e sincero demais nas mentiras;
Sou a pressa com todo o tempo disponível;
Sou a bagunça na qual se encontra qualquer coisa;
Sou a continuação das eternas perguntas, e as respostas ainda sem conclusão;
Sou o errado que busca acertar e a sorte de acertar sem querer;
Sou tristeza mascarando alegria, e alegria enrustida de tristeza;
Sou amigo de quase todos, mas poucos conseguiram me cativar;
Sou altruísta com estranhos e egocêntrico com os mais próximos;
Sou humilde por puro charme, mas vaidoso sem ser pedante;
Sou exagerado na medida certa;
Sou crente, mas também sou cético;
Sou tiro de rosas em canhões, mas disparo mágoas com a própria língua;
Sou tão certo quanto a dúvida e tão duvidoso que já nem sei;
Sou gritos desesperados em silêncio;
Sou interpretado como não queria e invisível quando me mostro;
Sou indeciso por pura convicção;
Sou mais do que esperam e bem menos do que precisam;
Sou aquele que voa ainda no chão e o que desfila aéreo pelas ruas;
Sou a rotina inesperada das imprevisíveis aventuras;
Sou tão óbvio quanto à própria contradição.


Parte dos Agradecimentos do Livro de Marcus Deminco: Eu e meu Amigo DDA.


Apenas quando aceitei, sem contestações e por simples clarividências, que a verdadeira fé nasce do firmamento convicto naquilo que não se vê, compreendi, sem resíduo de descrença, que existe e existirá sempre uma força infinitamente maior e mais sábia que os ensaios de meus desejos. E mesmo revoltoso com fatos inesperados que subtraírem alguns dos meus melhores sonhos, não corromperei minha moral ou trapacearei meus próprios princípios. Porque descobri, também, que as circunstâncias adversas não funcionarão como justificativas íntegras para remodelar a solidez do meu caráter.
Cedo ou tarde, entendi que estar sem dinheiro não me eximia em nada de ser bondoso. Muitas vezes, os maiores gestos de caridade não me custavam mais do que a mísera migalha de saber partilhar da minha própria alegria.
Aprendi um dia que amar alguém com toda minha força não significava lançar sobre ela o estorvo de preencher as lacunas das minhas exigências, pois reconheci que, por maior esforço feito, nem sempre corresponderia às rigorosas expectativas alheias.
Compreendi, ainda, que ser livre não me credenciava como dono único da minha própria vida. Afinal, existem e existirão sempre pessoas ansiadas pelos meus regressos.
Mas, somente quando detive o dom de enxergar através das lentes de limitação dos humanos incrédulos, aceitei inteiramente essa plenitude divina que chamamos Deus. Obrigado Pai, pelo milagre mágico da vida, pela glória de me fazer um eterno aprendiz e, principalmente, pelo “toque torto” em ter-me feito tão DDA assim.
Agradeço a intercessão de Nossa Senhora, revigorando-me nas apatias das derrotas e erguendo-me nas vezes em que pensei covardemente desistir. Às inexplicáveis forças ocultas que surgem fantasiadas de pura intuição e me fazem mudar de ideia do nada. Agradeço, também, aos espíritos de luz que me conduzem pelos caminhos mais claros, e aos anjos guias, que me fazem sempre encontrar uma saída, quando a teimosia insiste em debandar-me pelos traiçoeiros atalhos tortos.

A palavra AMIGO. Por Marcus Deminco

O segundo caminho para a felicidade acontece quando uma pessoa se dispõe a conquistar e manter amigos, sendo amiga!

O amigo não precisa ser necessariamente um parente ou um estranho; ser rico, forte ou influente, basta estar presente na quantidade de tempo e com a qualidade de presença suficiente para acolher, alimentar, proteger, compreender e amar. A palavra “amigo” é filha da palavra “amar”. Triste pensar que boa parte das crianças e pessoas desaparecidas sai de casa por vontade própria em busca de amizade (amor) na rua, nos órgãos assistenciais e até mesmo nos grupos criminosos. Pais ausentes, entupidos de trabalho, totalmente indisciplinados na divisão de seu tempo perdem a grata oportunidade de desenvolver amizade profunda com seus filhos, mesmo “dando tudo do bom e do melhor”. Mas o homem à toa que fica na esquina pode ser aquele que será chamado de “melhor amigo” pelo filho que se sente abandonado, mesmo às vezes tendo tudo do bom e do melhor.
Qual amizade poderia ser melhor para uma criança do que a amizade de uma mãe ou de um pai? A do cachorro? A de um estranho? Qual pessoa, por mais abastada e sincera que fosse poderia se dizer e se sentir feliz sem que pudesse contar com pelo menos uma pessoa amiga para compartilhar aqueles momentos especiais ou cruciais da vida? A felicidade só pode ser usufruída se for produzida e, uma vez produzida, para mantê-la latente é necessário que esta seja compartilhada. Por isto a amizade é elemento fundamental para a manutenção da felicidade produzida, pois ela só é contínua quando é dividida com alguém.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Os Limites da Percepção


O que quer que vejamos é limitado, o que quer que sintamos é limitado, todas as percepções são limitadas. Mas se você puder tornar-se cônscio, então o que é limitado desaparece no ilimitado. Olhe para o céu. Você irá ver uma parte limitada dele, não porque o céu seja limitado, seus olhos é que são limitados, o foco deles é limitado. Mas se você puder tornar-se cônscio de que essa limitação é devido ao foco, por causa dos olhos, não é o céu que é limitado, desse modo você verá as fronteiras dissolvendo-se no ilimitado.
Diferentemente a existência é ilimitada, diferentemente tudo está se dissolvendo em outra coisa mais. Tudo está perdendo suas fronteiras, a cada momento ondas estão desaparecendo no oceano – e não há um fim para coisa alguma e não há nenhum começo. Tudo é também tudo o mais. Sente-se sob uma árvore e veja, e o que quer que venha para sua visão, basta ir além, veja além e não pare em lugar algum. Apenas descubra onde essa árvore está se dissolvendo. Essa árvore, essa pequena árvore bem no seu jardim, toda a existência está nela. Ela está se dissolvendo a cada momento. Para onde você olhar, olhe para o além e não pare em lugar nenhum. Continue indo e indo e indo até perder a sua mente, até você perder todos os seus padrões limitados. Subitamente você estará iluminado. Toda a existência é uma. Essa unicidade é a meta. E, de repente, a mente fica cansada do padrão, da limitação, da fronteira – e enquanto você insiste em ir além, enquanto você continua puxando-a além e além, a mente desliza, de repente abandona, e você olha para a existência como uma vasta unicidade, tudo se dissolvendo um no outro, tudo mudando no outro.
Sente-se por uma hora e trabalhe nisso. Não crie qualquer limitação em lugar algum. Seja qual for a limitação apenas tente encontrar o além, e mova-se e continue movendo-se.

O poder da Amizade.

O poder da Amizade.: Todos precisamos de um amigo. ESTE MÊS GOSTARIA DE AGRADECER ESTA TEMA PARA TODOS QUE ME AJUDARAM NA MINHA TEMPESTADE FAMILIAR QUE PAS...

domingo, 5 de janeiro de 2014

Café com um Amigo



Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, estes disseram que SIM. O professor, então, pegou uma caixa cheia de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golfe.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que SIM. Em seguida, pegou uma caixa com areia e a esvaziou dentro do pote, a areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que unanimemente responderam que o pote agora estava cheio. O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote, umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor lhes falou:

- Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golfe são as coisas mais importantes, como Deus, a família, os filhos, os amigos. São aquelas com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam; o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todas as pequenas coisas. Mas, se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastarmos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são cruciais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir em família, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, tenham fé em algo ou em alguém, pratiquem seu esporte favorito,...
Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golfe em primeiro lugar. O resto é apenas areia... Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. O mestre lhe respondeu:
- "Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, SEMPRE HAVERÁ LUGAR E TEMPO PARA TOMARMOS UM CAFÉ COM UM AMIGO".