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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Encontro na 5ª Avenida

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Encontro na 5ª Avenida

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Voe Cada Vez Mais Alto

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Voe Cada Vez Mais Alto

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: O Abrigo em Chamas

Marcus Deminco – Blog Oficial ©: O Abrigo em Chamas

Lembre-se de Largar o Copo quando ele começar a pesar




Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d'água. E enquanto todos esperavam que ela fizesse aquela mesma pergunta comum; se o copo estava meio cheio ou meio vazio, ela sorriu e surpreendeu indagando:
– Para vocês quanto pesa este copo de água?
E mediante as respostas imprecisas, oscilando entre 100 e 350 g. ela então respondeu:
– O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava.
E enquanto todos ainda refletiam desentendidos, ela concluiu:
– O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d'água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa.
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Então, lembre-se SEMPRE de "largar o copo” quando ele começar a pesar.
Autor desconhecido


Encontro na 5ª Avenida




Eu estava saindo da Igreja de Saint Patrick, em Nova York, quando um rapaz brasileiro se aproximou.
- Que bom encontrá-lo aqui - disse sorrindo. - Precisava muito dizer alguma coisa a você.
Eu também gostei do encontro com um desconhecido. Convidei-o para tomar um café, contei a chatice que foi minha viagem a Denver, sugeri que fosse até o Harlem no Domingo para, para assistir a um serviço religioso.
O rapaz, que devia ter vinte e poucos anos, me escutava sem dizer nada.
Eu continuei a falar. Disse que acabara de ler um livro de ficção sobre um terrorista que toma de assalto a Igreja de Saint Patrick, e o escritor descrevia tão bem o cenário que me chamara a atenção sobre muitas coisas que jamais havia visto em minhas visitas ao local. Assim tomara a decisão de passar por ali naquela manhã.
Ficamos quase uma hora juntos, tomamos dois cafés, e eu conduzi a conversa o tempo todo. No final, nos despedimos, e desejei uma excelente viagem ao rapaz.
- Obrigado - disse ele, afastando-se.
Foi quando notei que seus olhos estavam tristes; alguma coisa tinha dado errado, e eu não sabia exatamente o quê. Só depois de caminhar algumas quadras foi que me dei conta: o rapaz se aproximara dizendo que precisava muito falar comigo.
Durante o tempo que passamos juntos, eu assumira o controle da situação. Em nenhum momento perguntei o que ele queria dizer; na tentativa de ser simpático, preenchi todos os espaços, não permitindo nenhum momento de silêncio, em que o rapaz finalmente pudesse transformar aquele monólogo num diálogo.
Talvez ele tivesse algo muito importante para compartilhar comigo. Talvez, se naquele momento eu estivesse realmente me aberto para a vida, teria também algo para entregar ao rapaz. Talvez tanto a minha vida como a dele tivessem mudado radicalmente depois daquele encontro. Nunca vou saber, e não vou ficar me torturando com o fato de que não soube aproveitar um momento mágico daquele dia; erros acontecem.
Mas, desde então, procuro manter viva na memória a cena da minha despedida e os olhos tristes do rapaz, quando eu não soube receber o que me era destinado, tampouco consegui dar aquilo que eu queria, por mais que me esforçasse.

Do livro: Histórias para pais, filhos e netos (Paulo Coelho).


Voe Cada Vez Mais Alto




Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas na segunda guerra mundial, mas que ainda tinha condições de voar. Ao levantar voo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roía uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas. Preocupado, pensou em retornar ao aeroporto para se livrar do seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado. Então voou cada vez mais alto e notou que os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem tinham acabado, conseguindo assim fazer sua arrojada aventura ao redor do mundo, que era seu grande sonho...
* Moral da história:
Se alguém ameaçá-lo, voe cada vez mais alto!
Se alguém criticá-lo, voe cada vez mais alto!
Se alguém tentar destruí-lo por inveja e fofocas, voe cada vez mais alto!
E por fim, se alguém cometer alguma injustiça com você, voe cada vez mais alto!
Sabes por quê? Ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos "ratos".  Não resistem às grandes alturas.
Autor desconhecido
Quando há uma tormenta, os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto. (Indira Gandhi)


domingo, 8 de junho de 2014

O Abrigo em Chamas




Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo. E este único sobrevivente foi parar numa ilha deserta e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e os restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais. O tempo foi passando e a cada alimento que conseguia, ele agradecia. Um dia, voltando depois de caçar e pescar, viu que seu abrigo estava em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Desesperado, ele se revoltou e gritava chorando: "O pior aconteceu! Perdi tudo. Deus por que fez isso comigo?" Chorou tanto que Adormeceu profundamente, cansado. No dia seguinte, bem cedo, foi despertado por um navio que se aproximava. "Viemos resgatá-lo", disseram. "Como souberam que eu estava aqui?", perguntou. "Nós vimos o seu sinal de fumaça" responderam eles. 

* É comum nos sentirmos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. Lembre-se: se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas pode ser o sinal de que a graça divina chegará até você. 


quarta-feira, 4 de junho de 2014

7 Leis Da Sincronicidade Para Começar A Ver A Mágica Da Vida




1. Meu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Esta frase resume a totalidade do que estou expondo. Se você esquecer tudo o mais, lembre-se apenas disso;

2. Meu dialogo interno reflete meu poder interno. O dialogo interno das pessoas auto- realizadas pode ser descrito assim: é imune a críticas; não tem apego aos resultados; não tem interesse em obter poder sobre os outros; não tem medo. Isso porque o ponto de referência é interno, não externo.

3. Minhas intenções têm poder infinito de organização. Se minha intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar.

4. Relacionamentos são as coisas mais importantes na minha vida. E alimentar os relacionamentos é tudo o que importa. As relações são cármicas e quem nós amamos ou odiamos é o espelho de nós mesmos: queremos mais daquelas qualidades que vemos em quem amamos e menos daquelas que identificamos em quem odiamos.

5. Eu sei como atravessar turbulências emocionais. Para chegar ao espírito é preciso ter sobriedade. Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela.

6. Eu abraço o feminino e o masculino em mim. Esta é a dança cósmica, acontecendo no meu próprio eu. A energia masculina: poder, conquista, decisão. A energia feminina: beleza, intuição, cuidado, afeto, sabedoria. Num nível mais profundo, a energia masculina cria, destrói, renova. A energia feminina é puro silêncio, pura intenção, pura sabedoria.

7. Estou alerta para conspirações de improbabilidades. Tudo o que me acontece de diferente na vida é cármico. É, portanto, um sinal de que posso aprender alguma coisa com aquela experiência. Em toda adversidade há a semente da oportunidade.

(Deepak Chopra)
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terça-feira, 3 de junho de 2014

Como Mudar o Mundo




Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas. Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali, atrapalhando-o. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar uma maneira de entretê-lo no laboratório. Foi, então, que reparou num mapa do mundo que estava na página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao filho:
- Filho, você vai me ajudar a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E você vai arrumá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando você terminar, me chame, ok?
O cientista estava convencido que a criança levaria dias para resolver o quebra-cabeça que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:
- Pronto pai. Eu já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!
O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeça de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado da página, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para eu consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem; virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que também havia consertado o mundo.


A Porta do Coração Humano




Um homem havia pintado um lindo quadro... No dia de apresentá-lo ao publico, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, enfim, uma multidão. Afinal, o pintor além de um grande artista, era também muito famoso. Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro.
Houve caloroso aplauso…
Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa… O Cristo parecia vivo. Com ouvido junto à porta, ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discurso e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Porém, um curioso observador, achou uma falha no quadro… A porta não tinha fechadura, e intrigado foi perguntar ao artista:
-Sua porta não tem fechadura! Como se poderá abri-la?
- É assim mesmo. – Respondeu-lhe o artista. – Esta é a porta do coração humano… SÓ SE ABRE PELO LADO DE DENTRO.


O Preço de Nossas Vidas




Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 20 dólares.
Numa sala, com 200 pessoas, ele perguntou:
- Quem quer esta nota de 20 dólares?
Mãos começaram a se erguer. Ele disse:
- Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto!
Então ele amassou a nota. E perguntou, outra vez:
- Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuaram erguidas.
- Bom – ele disse – e se eu fizer isto?
E deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e esfregá-la. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou:
- E agora? Quem ainda quer esta nota?
Todas as mãos permaneceram erguidas.
- Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição. Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela ainda valerá 20 dólares. Essa situação também se dá conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos. E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. Porém, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos o nosso valor ante o Universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. A nossa valia. Pois, o preço de nossas vidas não está naquilo que fazemos ou sabemos, mas pelo que SOMOS!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ensinamentos do Mago




No Tibet, antes da invasão chinesa, havia um famoso templo para onde se encaminhavam muitos candidatos a monges. Um dia chegou um candidato, muito orgulhoso de seus conhecimentos do Zen. Exigiu ser entrevistado pelo lama-chefe daquela lamaseria. O monge lhe perguntou:

– O que você quer? 

– Quero ser monge nesta lamaseria. – asseverou o candidato.

– Mas o que você sabe fazer?

– Eu sei tudo sobre o Zen. – respondeu com orgulho.

– Mostre-me então o Zen. – pediu o monge

O rapaz sentou-se e na mais perfeita posição de lótus fechou os olhos e começou a meditar. O monge observou por alguns minutos e logo disse:
– Vá embora!
O rapaz, muito aborrecido, perguntou:
– Por quê?
E o monge então explicou:
– Já temos muitas estátuas aqui, não precisamos de mais uma.
Há coisas que são tão simples que acabam nem nos interessando. Nós temos a tendência a buscar coisas que sejam complicadas, e rejeitamos o que é simples. Eu digo: a vida é curta demais para que a desperdicemos com complicações. Isso não quer dizer que deixemos de lado os desafios, porque eles nos educam e fortalecem, mas também precisamos entender que existem coisas que só são complicadas porque queremos que sejam assim, talvez até para satisfazer nosso ego.
Um dia fui questionado sobre como obter uma projeção astral, e eu respondi que era preciso desejar. Essa resposta pareceu tão simples que para muitos nem foi considerada verdade. E foram ler um livro chamado Projeciologia, que tem mais de 1000 páginas, repleto de linguagens técnicas. Vão fazer essa leitura e no fim vão descobrir: "puxa, mas era só desejar". Mas é mesmo uma questão de desejar, simples assim, sem complicações nem aquilo a que meu Mestre chama de "tecnicalidades esotéricas", aqueles "ismos", etc. O estudo da Magia está cheio dessas tecnicalidades, a maioria escritas por leigos. Não posso deixar de observar que existem muitas pessoas que seguem uma equivocadíssima filosofia de vida que diz Pra que fazer fácil se dá pra complicar?
“Há regatos no deserto, há um caminho na solidão": na simplicidade eu aprendi muito mais do que com as tecnicalidades. A gente aprende muito observando a vida. Aliás, desse jeito aprende-se tanto ou mais do que passando anos lendo livros. Há uma escola no mundo, que é o próprio mundo. Sem rejeitar a validade do ensino teórico, que é importantíssima, um magista que tenha sido formado unicamente à custa de ensino teórico não tem a mesma válida daquele que tem também o estudo prático. Há pessoas que vivem em função de livros, mas não "vivem”. Um magista vive no mundo sem ser do mundo, mas vive nesse mundo. E ele busca a simplicidade, nas coisas do mundo e nas do espírito. Há um tempo para o aprendizado teórico e outro para aprender na vida. O magista tem que ter ambas as experiências, pois que elas se complementam. Mas não devemos dispensar aquilo que é envolvido em simplicidade, porque a vida e a Magia são simples, o Ser Humano é que introduziu nelas o seu racionalismo e com ele as complicações, dando um caráter de solenidade a coisas que estão aí para serem experienciadas.
Para o bom entendedor, meia palavra basta: a maneira mais eficaz de se esconder alguma coisa importante é deixá-la à vista de todos, porque não será procurada em lugares óbvios. E isso acontece porque se sabe que há a tendência de buscar "esconderijos complicados", e o que é simples nem é considerado. Que se saiba então: na Magia isso também foi feito, e grandes mistérios e segredos não estão ocultos, nem são propriedade de Iniciados obscuros em lugares incessíveis: estão onde qualquer um poderia encontrar. Desde que tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir.
Escrito pelo Mago Daniel no Templo do Mago às 21h do dia 10 de Outubro de 1999 a.D.

domingo, 25 de maio de 2014

Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Promoção 48 Horas)





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Veja o Quadro Descritivo Abaixo




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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ensinamentos Sobre a Verdadeira Magia




Mestre e discípulo caminhavam pela beira de uma praia discutindo a respeito da vida quando se depararam com um ninho de tartarugas-marinhas saindo dos ovos e correndo para o mar. Logo notaram que algumas haviam sido pisadas, enquanto outras eram capturadas por pequenos animais ou simplesmente morriam antes de alcançar a água. Então, perceberam que uma bem pequena já estava se debatendo com o casco virado para baixo. O Mestre abaixou-se vagarosamente e com um simples gesto, desvirou com a ponta do dedo a tartaruga, que conseguiu alcançar o mar até desaparecer por entre as espumas das ondas.

Mediante aquela ínfima atitude, o discípulo indagou reflexivo:

– Mestre, por que o Senhor fez isso? Quero dizer, seu ato não alterará nada, foi algo tão pequeno em relação à grandiosidade da Natureza de forma que acho que para fazer alguma diferença teria que ser um ato imensamente maior... O Senhor não acha?

E o Mestre simplesmente respondeu:

– Pois para AQUELA tartaruguinha um pequeno gesto do meu dedo fez toda diferença do mundo!

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Às vezes, através de gestos pequenos podemos fazer grandes coisas, embora essas grandes coisas só sejam grandes em relação a quem recebe nosso gesto. O fato é que existem pessoas que poderiam ser mais felizes se nós entendêssemos que poderíamos ajudá-las através de pequenas coisas. Pessoas esperam de nós um sorriso, um "bom dia!”, e até um "eu te amo!" e muitas vezes para nós isso seria algo simples de se fazer, mas nem sempre fazemos. Na Magia é preciso explicar que o magista é um homem ou mulher que nem sempre vive de grandes atos. A vida do magista não é só grandes rituais, evocações terríveis, e coisas maravilhosas. Magistas são pessoas de atos grandes e pequenos, mas todos eles igualmente nobres.

Todo magista deve ter em mente que ele não veio ao mundo à passeio, e que havia uma razão para que ele se tornasse um magista. Muitas vezes conversei com magistas que ao serem perguntados o porquê se tornaram magistas, me responderam: "Para descobrir meu Eu Superior." . Essa resposta está parcialmente correta. De fato, essa descoberta do Eu Superior também é importantíssima, mas não é o único objetivo dos estudos e dos treinamentos de nenhum magista que tenha se dedicado corretamente. Se esse fosse o único objetivo então seria egoísmo: de que adiantaria uma compreensão e conhecimentos superiores, se não partilhar com ninguém e isso jamais se converter em benefício a outras pessoas? Seria como se todas as pessoas estivessem dormindo sendo que o magista é uma pessoa que acordou, e agora a sua função é ajudar as outras pessoas a acordar também, para que veja o mundo tal qual ele é, e não como as pessoas foram condicionadas a vê-lo.
Em "O Mito da Caverna", de Platão, essa situação é bem descrita. Há ali pessoas que sempre viveram em uma escura caverna, mas uma delas consegue ir lá fora, e volta contando as maravilhas da luz do dia. As pessoas não acreditam, porque sempre viveram na escuridão e não acreditam nas coisas que aquele que viu a luz está lhes relatando. Isso não faz parte de suas realidades, desconhecem o conceito de realidade aparente e esse homem passa a ser chamado de visionário e até de louco.

A Magia se torna malvista quando magistas não-preparados resolvem tentar "despertar" os outros, contando-lhes coisas que não foram vistas e induzindo-lhes ao erro camuflado de "grandes verdades da Magia”. Não há "grandes Verdades" na Magia, tudo é muito simples, talvez simples demais, e essa simplicidade toda é que mantém ocultas muitas coisas. Um magista não precisa praticar grandes atos, mas seus atos têm que ser grandes, no sentido de que devem ter grandeza, correção e consciência. A Magia não existe para fazer a felicidade financeira de ninguém, e nenhum magista pode cobrar por seus serviços. Se considerarmos que esse magista seguiu os ritos corretos ele também não teve de pagar nada pelo que aprendeu, e por isso não se justifica que ele estabeleça preço par ajudar as pessoas. E esse ajudar poderá ser de formas até bastante simples, e mesmo não sendo magista toda pessoa tem em mãos a capacidade de fazer outras pessoas felizes.

O Ser Humano existe para ser feliz e nossa finalidade deveria ser a de proporcionar felicidade uns aos outros. Por possuir outra visão de mundo, o magista tem uma possibilidade maior de proporcionar isto às pessoas, que muitas vezes só precisam de uma pequena ajuda. Mas, o magista não pode pegar as pessoas pelas mãos e levá-las pelos caminhos, porque isso tiraria delas o senso de luta, a capacidade de buscar o próprio destino e de dar rumo à própria vida. Por isso é que eu digo: não posso lhe dar um caminho, mas posso lhe dar um começo. Acho muito correta a filosofia que diz que a quem tem fome NÃO DEVEMOS dar o peixe, e sim ensinar a pessoa a pescar, para que ela aprenda a andar com os próprios pés. O magista pode e deve ajudar as pessoas, mas é preciso ter os pés nos chão, por causa dos falsos magistas que através de uma Magia incompleta e às vezes pervertida não só afastam as pessoas de seus caminhos como também passam a se constituir para elas em uma fonte de desgraças.

Gestos pequenos também são passíveis de proporcionar felicidade aos nossos semelhantes e possivelmente mesmo sem nos darmos conta disto nós podemos ajudar a muitas pessoas. Ajudando aos outros ajudamos a nós mesmos; trazendo felicidade aos outros é a nós mesmos que tornamos felizes. Afinal, não é uma existência miserável a de alguém que nunca moveu um simples dedo em benefício de seus semelhantes, nem se importou em ajudar aos irmãos que cruzaram o seu caminho? Quem sabe se um pequeno gesto nosso poderá fazer toda diferença do mundo para alguém?

Escrito pelo Mago Daniel no Templo do Mago às 04h30min – 23/10/1999 a.D.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: A DECISÃO (Charles Chaplin)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: A DECISÃO (Charles Chaplin)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Máquina de Escrever (Giuseppe Ghiaroni)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Máquina de Escrever (Giuseppe Ghiaroni)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Café com um Amigo

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: Café com um Amigo

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Pescador e o Empresário

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Pescador e o Empresário

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Contradição

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Contradição.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Homem no Espelho (Dale Wimbrow)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Homem no Espelho (Dale Wimbrow)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Oleiro e o Poeta.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Oleiro e o Poeta.

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Burro No Fundo Do Poço

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Burro No Fundo Do Poço

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Sorriso de Deus

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: O Sorriso de Deus

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: Parábola das 4 estações (autor desconhecido)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora - Blog Oficial ©: Parábola das 4 estações (autor desconhecido)

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

Marcus Deminco – O Escritor do Agora: A Lição de Nossas Quedas

sábado, 17 de maio de 2014

Do escritor Marcus Deminco ao Deputado Peixe Federal

Do escritor Marcus Deminco ao Deputado Peixe Federal


A Lição de Nossas Quedas





Certa manhã de domingo, como fazia habitualmente, o mestre Zady caminhava meditativo pela floresta, seguido por um dos seus discípulos. Embora bem mais velho, o mestre andava com serenas passadas firmes, enquanto o jovem aprendiz o seguia escorregando e caindo a todo instante. No entanto, a cada nova queda, o aprendiz se levantava mais irascível, cuspia no chão traiçoeiro e continuava a acompanhar seu mestre. Depois de longas horas cainhando, os dois finalmente chegaram a um lugar sagrado. Contudo, antes mesmo de fazer qualquer menção sagrada, sem cessar seus passos um só instante, o mestre simplesmente, revolveu-se e começou a regressar.
– Mas o Senhor não me ensinou absolutamente nada hoje! – dizia o aprendiz desapontado, enquanto se erguia raivoso de mais um tombo.
– Ensinei sim! – assegurou-lhe o mestre elucidando ainda – Mas parece que você não está preparado para aprender. Durante toda essa caminhada, eu tentei lhe mostrar como devemos proceder mediante os erros da vida.
– E como devemos agir?
– Da mesma maneira que você deveria ter feito com seus tombos. – respondeu o mestre. – Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde você caiu, deveria procurar por aquilo que o fez escorregar. Assim, não continuaria caindo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Ao Deputado Peixe Federal





domingo, 11 de maio de 2014

Trecho do Livro: Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector





CAPÍTULO III



Barroqueira do Agreste – Bahia
(Fevereiro de 1934)


A GRANDE DISTÂNCIA da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças.
Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez.
Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados.
Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar...