quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Gratidão – Edson Rufo




Em que tempos poderíamos dizer tal palavra. Sem medo de errar ou quem sabe vangloriar. Qual o sentimento que absorvermos quando sentimos a incerteza de algumas coisas que em nossas vidas morrem sozinhas.
Quando há tempestade e temos cede. Quando o sol está a pino e precisamos de luz. Quando noite a lua clareia nosso quintal e temos sono. Aonde paramos sem perguntar por que. Qual seria o tempo certo dos pensamentos e das ações involuntárias e até mesmo das quais praticamos por desejos? Onde se encontra a mão exata no aperto certo firmando nossos compromissos?
O olhar que aprecia o passo que se perde na mesma direção. A palavra que aplica o agradecimento. O pensamento que condena a atitude. Mas, me diga qual seria o tempo certo de dizer? Exatidão ou perfeição? Inveja ou vontade? Por muito criticamos sem mesmo saber. Por pouco aceitamos sem mesmo entender. Eu quero andar na mesma via e seguir os mesmos passos apreciando a lua que anuncia o sol. Abraçar o medo de alegria. Saber que não irei morrer sozinho e dizer entre todas as coisas,
A gratidão que tenho de abrir meus olhos e ainda me encontrar vivo. Estender a mão apertando firme o compromisso de que, onde quer que estejamos, seremos sutis. Aprimorando a lei da vida.
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Gratidão – Edson Rufo

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