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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Será que a NÃO ANVISA Sabia?


1. Vejamos os prognósticos primeiro pelos aspectos psicopatológicos do próprio TDAH. Citando algumas características inseridas na 4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-IV):

A impulsividade pode levar a acidentes (por ex., derrubar objetos, colidir com pessoas, segurar inadvertidamente uma panela quente) e ao envolvimento em atividades potencialmente perigosas, sem consideração quanto às possíveis consequências (por ex., andar de skate em um terreno extremamente irregular). Acrescento ainda a curiosidade imponderada, o desejo de o tudo querer, a intolerância a rotina e a busca de novas aventuras.

1.1 Quanto as comorbidades, Tannock (2000) adverte:

As pessoas com TDAH têm maior tendência em abusar de drogas. O índice pode chegar a 50%. No caso do tratamento de dependentes químicos é fundamental investigar se há diagnóstico de TDAH. A pessoa pode utilizar-se do álcool, da maconha e de tranqüilizantes como forma de anestesiar seus pensamentos negativos, sua depressão, sua agitação e sua ansiedade crônica. É um comportamento que leva à gratificação imediata. Em curto prazo podem até funcionar como alívio porque a gratificação imprevisível libera mais dopamina, mas o uso crônico leva à depressão, à desmotivação total, e a desorganização toma conta da pessoa. Pode usar anfetamina, cafeína e cocaína, como instrumento de concentração, de clareza mental.

1.2 Correlacionemos agora as informações acima com as fórmulas químicas da Ritalina e da Cocaína:
a)  F.Q – Metilfenidato (Ritalina): C14H19NO2.
b)  F. Q – Cocaína: C17H21NO4.
Destaco ainda que as duas substâncias são Inibidoras da recaptação de dopamina (IRD). O Metilfenidato, porém age mais na modulação dos níveis de Dopamina que da Noradrenalina.

2. Ainda em outubro de 2004, em sua edição Nº 1877 a revista Veja destacava:

Um dos aspectos mais preocupantes do uso da Ritalina é o recreacional. Alguns adolescentes trituram as drágeas e cheiram o pó. Outros diluem o comprimido em água, para injetá-lo na veia (...). (http://veja.abril.com.br/271004/p_068.html)

2.1 Tornou-se novamente ciente em junho de 2011:

ANVISA estuda proibir anfetaminas, mas Ritalina fica de fora: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estuda, nos próximos meses, tornar ilegal a venda de medicamentos inibidores de apetite que contenham sibutramina ou derivados de anfetaminas, como Femproporex, Mazindol e Anfepramona. A medida é louvável, uma vez que chama atenção para o importante combate à medicalização da sociedade, bandeira assumida pelo CRP-RJ desde 2006, mas ao mesmo tempo preocupante, pois não inclui o combate ao uso indiscriminado de Ritalina. (Esta matéria foi publicada na 32ª edição do Jornal do CRP - http://tinyurl.com/6djsndr)

2.2 A Wikipédia em sua página sobre o Metilfenidato expõe entre as vias de administração a NASAL.




2.3 Um vídeo postado no Youtube desde 15/09/2010 – mostra como é fácil esmagar o comprimido de Ritalina 10mg para inalar.


2.4 Além de tantas outras informações disponíveis para quem enxerga o que olha, a própria bula da Ritalina, em pelo menos três informações subliminares, deixa ainda mais implícitas:

a)     Entre as Reações adversas: Inflamação das vias nasais e da garganta;
b)     Nasofaringite (sem explicar o significado na bula). Trata-se de uma inflamação aguda ou crônica da mucosa nasal;
c)     No trecho referente ao procedimento em caso de Superdose É SALIENTADO: Se a superdose for oral. Deixando subentendido a existência de outras vias de administração.

3.  No dia 11 de Fevereiro de 2011, prevendo que havia algo estranho, encaminhei um e-mail para ANVISA (Nº de Protocolo: 2011047296) questionando:


Prezado (a) Sr. (a) atendente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

Tenho Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e há seis anos faço uso variegado dos dois únicos medicamentos psicoativos nacionais a base de Metilfenidato: RITALINA (Novartis) e CONCERTA (Janssen-Cilag). Todavia, afora alguns psicotrópicos menos difundidos para o TDAH e que não são vendidos no Brasil (Focalin, Daytrana, Adderall, Vyvanse, Dexedrine etc.), gostaria de saber por que o STRATTERA (Atomoxetina), fabricado pela Eli Lilly, disponível nos EUA há oito anos e com lançamento previsto para o Brasil desde 2004, até hoje não é comercializado em nossas farmácias?

Afinal, ante as inúmeras medidas adotadas pela ANVISA no intento de minorar o consumo indiscriminado de remédios – sobretudo dos psicofármacos – é no mínimo contraditório que, sendo o único medicamento aprovado para o tratamento do TDAH que não pertence à classe dos Psicoestimulantes, vendido sem o Receituário Especial (talonário tipo A), com estudos comprovando menores riscos de dependência, e podendo ser administrado com uma única dose ao dia, o STRATTERA (Atomoxetina) tenha a sua comercialização interdita no Brasil.


Atenciosamente,
Marcus Deminco

3.1 Obtendo como resposta algo que não condizia com a realidade. Pelo pouco que sei a ATOMOXETINA não pertence a classe dos psicoestimulantes, sendo portanto vendida em todo mundo com receituário simples.

Prezado (a) Senhor (a),

Em atenção a sua solicitação, informamos que o medicamento Strattera está em processo de registro por esta Agência. Entretanto, informamos que, caso este medicamento venha a ser registrado, será prescrito somente por receita médica em talonário especial, tipo A.

Atenciosamente,
Anvisa Atende
Central de Atendimento
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
0800 642 9782
www.anvisa.gov.br

3.2 MESMO sem compreender toda falta de compreensão daquilo que talvez não fosse mesmo para ser compreendido, algo ainda mais incompreensível foi capaz de me desembaraçar depois de tantos embaraçados:
A Strattera (Atomoxetina) não pode ser comercializada no Brasil. Todavia, a ANVISA permite que ela seja usada em solo nacional. Desde que comprada fora do país. Considerando que a ANVISA apresenta como sua missão: proteção e promoção à saúde da população. Presume-se por obviedade – obviamente duvidosa que – jamais permitiriam o uso da Atomoxetina se a droga oferecesse algum risco à saúde. Sendo assim, por qual motivo de fato ou por qual pretexto sem motivo de fato, está condicionada a sua privação no Brasil (somente nas farmácias) desde 2004? Então, O STRATTERA (Atomoxetina) que não é comercializada no Brasil pode ser importado, porém a RITALINA de 10mg – soberana no mercado nacional desde 1988 – nem mesmo em caso de ausência pode ser importada? Eu deveria compreender alguma coisa? Seria importante esclarecer, talvez alguém que precise queira saber se existe alguma receita para importar Heroína diretamente da Red Light District em Amsterdam.

3.3 Querendo apenas entender algo inteligível, sobre aquilo que afinal, eu seria um dos mais interessados, encontrei ainda algumas coincidências quase tão explicáveis para serem apenas coincidências. Casualmente, os dois únicos medicamentos de primeira escolha para o TDAH no Brasil (com o mesmo principio ativo Metilfenidato) pertenciam as duas Indústrias Farmacêuticas entre as mais poderosas do mundo. Tanto a Ritalina® do laboratório Novartis Biociências quanto o Concerta®, do laboratório Janssen-Cilag que é uma subsidiária da Johnson & Johnson.
No ano de 2007 na lista com as 10 maiores indústrias farmacêuticas em volume de receita, a Novartis ocupava a 2º colocação enquanto a Johnson & Johnsonestava no 6º lugar. (Top 50 Pharmaceutical Companies Charts & Lists, Med Ad News, September, 2007). Entre as 15 empresas farmacêuticas que mais venderam no ano de 2008, o laboratório Novartis era o 3º colocado e a Johnson & Johnson o 7º. (IMS Health 2008, Top 15 Global corporations). Já no relatório divulgado pela Financial Times Global 500 (2011) com o ranking das 225 maiores empresas do mundo (não apenas as empresas farmacêuticas), a Johnson & Johnson aparecia em 25ª lugar, a Novartis em 32ª e bem distante deles, na 184ª colocação aparecia a Eli Lilly and Company.


4. Esquecendo que no Brasil já se falsificou remédio para câncer e se vendia anticoncepcional fabricado com pílulas de farinha de trigo, será mesmo que a Atomoxetina, usada nos EUA por mais de 10 anos, não passaria pelo rigoroso sistema de qualidade da ANVISA ou existem entraves burocráticos na frente da nossa saúde? Aliás, o que está faltando para produzirmos ou importarmos alguns Genéricos da Ritalina 10mg? Existem vários Metilfenidatos de 10mg em diversos países: Attenta, Medikinet, Metadate, Methylin, Penid, Rubifen, Focalin. (corrija-me se alguns desses já são comercializados aqui no Brasil).
Também não sei se já sabem, mas existem genéricos dos Metilfenidatos de Longa duração: Watson metilfenidato ER (EUA genérico), Teva-Metilfenidato ER-C (genérico canadense), Equasym XL, Medikinet XL, Metadate CD, Rubifen SR.
________
E DE ACORDO com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, em seu Art. 6º, § 1º:
Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo;
II - o controle da prestação de serviços que se relaciona direta ou indiretamente com a saúde.
Segundo o Art. 1º  O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária compreende o conjunto de ações definido pelo § 1º do Art. 6º e pelos Art. 15 a 18 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de vigilância sanitária.
        Art. 2º  Compete à União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária:
        I - definir a política nacional de vigilância sanitária;
        II - definir o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
     III - normatizar, controlar e fiscalizar produtos, substâncias e serviços de interesse para a saúde;
      IV - exercer a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios;
       V - acompanhar e coordenar as ações estaduais, distrital e municipais de vigilância sanitária;
   VI - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;
      VII - atuar em circunstâncias especiais de risco à saúde; 
    VIII - manter sistema de informações em vigilância sanitária, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os     Municípios.

Além dos preceitos legais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) teria cumprido sua MISSÃO?
Promover e proteger a saúde da população e intervir nos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária, em ação coordenada com os estados, os municípios e o Distrito Federal, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde, para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

SUA VISÃO: Ser legitimada pela sociedade como uma instituição integrante do Sistema Único de Saúde, ágil, moderna e transparente, de referência nacional e internacional na regulação e no controle sanitário.

TERIA SEGUIDO OS PRECEITOS DOS SEUS VALORES:
• Ética e responsabilidade como agente público.
• Capacidade de articulação e integração.
• Excelência na gestão.
• Conhecimento como fonte para a ação.
• Transparência.
• Responsabilização.



ANVISA X NOVARTIS. HOUVE CRIME?

ANVISA X NOVARTIS. HOUVE CRIME?

ANVISA X NOVARTIS. HOUVE CRIME?

No país onde somos mais cobrados pelos cumprimentos dos deveres, acabamos pouco sabendo sobre os nossos direitos. Afora o de que nem todos os direitos, dentre os poucos que sabemos, servirão de fato para alguma coisa. Por conseguinte, recorro AQUI ao Ministério Público que avalie, releve e/ou retifique todos os meus possíveis equívocos.
O art. 10 da Medida Provisória Nº 2.190-34 de 23 de Agosto de 2001 em seu inciso XXXIX ainda está em vigor:
Interromper, suspender ou reduzir, sem justa causa, a produção ou distribuição de medicamentos de tarja vermelha, de uso continuado ou essencial à saúde do indivíduo, ou de tarja preta, provocando o desabastecimento do mercado: pena - advertência, interdição total ou parcial do estabelecimento, cancelamento do registro do produto, cancelamento de autorização para funcionamento da empresa, cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento e/ou multa; 
Supondo que um pássaro mudo em uma lúcida alucinação auditiva tenha me confidenciado em bom português que o último lote do medicamento Ritalina 10mg já datava sua fabricação em Nov/2012. Todavia, sem ter como provar, pois o pássaro além de mudo tem Fobia Social e não fala com estranhos, MAS se algum órgão competente constatar que o pássaro mudo dizia a verdade ficaria evidente que o laboratório já sabia que o medicamento faltaria? E já sabendo que faltaria, seu anarquismo também lhe isenta do Art. 10 da Medida Provisória Nº 2.190-34 no quesito XL: 
Deixar de comunicar ao órgão de vigilância sanitária do Ministério da Saúde a interrupção, suspensão ou redução da fabricação ou da distribuição dos medicamentos referidos no inciso XXXIX: pena - advertência, interdição total ou parcial do estabelecimento, cancelamento do registro do produto, cancelamento de autorização para funcionamento da empresa, cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento e/ou multa;

E se confrontarmos duas afirmativas inseridas na bula da Ritalina (a e b) com o Parágrafo único do Art. 20. Cap. VI da LEI Nº 9.782 de 26 DE JANEIRO DE 1999 ou o Parágrafo incluído pelo Decreto nº 3.961, de 10.10.2001 seria o mais correto?

a)        Seu mecanismo de ação no homem ainda não foi completamente elucidado”.
b)     Os dados de segurança e eficácia sobre o uso de RITALINA em longo prazo não são completos.”

Parágrafo único do Art. 20. Cap. VI da LEI Nº 9.782 de 26 DE JANEIRO DE 1999:

Não poderá ser registrado o medicamento que não tenha em sua composição substância reconhecidamente benéfica do ponto de vista clínico ou terapêutico.

§ 1o Somente poderá ser registrado o medicamento que contenha em sua composição substância reconhecidamente benéfica do ponto de vista clínico e terapêutico. (Parágrafo incluído pelo Decreto nº 3.961, de 10.10.2001).

Embora eu saiba que no Brasil não exista remuneração para cobaias, estaríamos pagando para sermos cobaias sem saber?
SALIENTANDO ainda que está não foi a primeira vez em que a Novartis agiu de maneira irresponsável, descompromissada e plenamente independente. No ano de 2011, sobre o pretexto da mudança na embalagem para proporcionar maior qualidade do produto resolveram – com a autonomia soberana que a inobservância concedeu-lhes – cessar o abastecimento do medicamente entre o mês de MAIO e o mês de JUNHO, quando retornaram o fornecimento apenas com os blisters de alumínio e o formato da caixa modificada.
Teriam agido em confluência ao Art. 3º do DECRETO Nº 3.961, DE 10 DE OUTUBRO DE 2001 (ALTERA O DECRETO Nº 79.094, DE 5 DE JANEIRO DE 1977, QUE REGULAMENTA A LEI Nº 6.360, DE 23 DE SETEMBRO DE 1976):

XVI - Rótulo - Identificação impressa, litografada, pintada, gravada a fogo, a pressão ou autoadesiva, aplicada diretamente sobre recipientes, embalagens, invólucros ou qualquer protetor de embalagem externo ou interno, não podendo ser removida ou alterada durante o uso do produto e durante o seu transporte ou armazenamento;

E quanto a advertência descrita na bula: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A retirada do medicamento pode levar à depressão e a consequências de hiperatividade. Eles seriam médicos de todos os TDAHs do Brasil sem sabermos, e os culpados fomos nós por não avisá-los que iríamos interromper o tratamento ou a Novartis mais uma vez teria violado a lei? Segundo o Art. 148 do DECRETO Nº 3.961/2001:

§ 1o  As empresas titulares de registro, fabricantes ou importadores, têm a responsabilidade de garantir e zelar pela manutenção da qualidade, segurança e eficácia dos produtos até o consumidor final, a fim de evitar riscos e efeitos adversos à saúde.

Sugiro ainda que alguém mais competente e/ou com maior conhecimento jurídico analise outros aspectos que possam ser considerados como delituosos no link concernente ao DEC. 3.961/2001 (DECRETO DO EXECUTIVO) 10/10/2001. Disponível Em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3961.htm#art1
E QUANTO AOS OUTROS PREJUÍZOS?
Nas mãos de quem os portadores de TDAH e/ou seus familiares deverão pegar o cheque em branco que possa quitar o valor desconhecido desse débito? Quem vai pagar as contas decorrentes desse prejuízo, se os valores são tão incalculáveis quanto os cálculos que intermitentemente, vocês apresentam? Qual das instituições poderá reparar os danos morais causados pelo descaso com as vidas dessas pessoas?
Eu, por exemplo, bati meu carro por duas vezes em uma única semana. E além das explicações que não solucionarão os problemas, estou aguardando o remédio autônomo, uma multa por ultrapassar – sem perceber o que percebia – o sinal fechado. Embora eu nem mais me lembre mesmo se realmente ultrapassei algum sinal. Algo, inclusive, comum na vida de muitas pessoas com TDAH. Conforme afirma o International Consensus Statement on ADHD (2002):
Especialistas advertem que pessoas com TDAH apresentam dificuldade para aderir às leis e regras sociais e estão mais sujeitas a acidentes e situações indesejáveis, como gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, multas de trânsito, conflitos matrimoniais e depressão.
O Manual Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – em sua 4ª edição (DSM-IV) reforça:
Impulsividade pode levar a acidentes (por ex., derrubar objetos, colidir com pessoas, segurar inadvertidamente uma panela quente) e ao envolvimento em atividades potencialmente perigosas, sem consideração quanto às possíveis consequências (por ex., andar de skate em um terreno extremamente irregular). Os indivíduos com este transtorno são facilmente distraídos por estímulos irrelevantes e habitualmente interrompem tarefas em andamento para dar atenção a ruídos ou eventos triviais que em geral são facilmente ignorados por outros (por ex., a buzina de um automóvel, uma conversa ao fundo).
Desconsiderando a minha multa e considerando os portadores do TDAH com predomínio da desatenção que são atropelados em ruas próximas da realidade, mas longe das estatísticas. Somando-se aos do tipo predominante hiperativo-impulsivo vitimas em acidentes de carro pelo excesso da velocidade em índices incomensuráveis. Como saberão quantos deles podem perder ou já ter perdido a vida pela irresponsabilidade de duas instituições sem jerarquias definidas, nem preceitos éticos estabelecidos em suas atuações práticas. No papel eu sei que tem!
Estudos de Barkley (2002) demonstraram que ao longo do desenvolvimento, a vida de uma criança com TDAH é permeada de muitos fracassos. De modo geral, essas crianças têm grandes riscos de expulsões e suspensões escolares, maiores chances de repetências, abandono escolar, relacionamentos difíceis, problemas de conduta, desenvolvimento de ansiedade, depressão, baixa autoestima, envolvimento com drogas e problemas de aprendizagem. Quando existe um quadro de comorbidade esse quadro pode ter ainda mais implicações ao longo da vida.
Dessa maneira, como irão ressarcir aqueles que perderam uma disciplina na escola, os que foram reprovados em uma prova importante, eliminados em uma seleção de emprego? E quem vai pagar as novas consultas particulares que terão que ser remarcadas em virtude das receitas expiradas?

A FALTA DE RITALINA 10MG E AS CONTRADITÓRIAS JUSTIFICATIVAS

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: A FALTA DE RITALINA 10MG E AS CONTRADITÓRIAS JUSTIFICATIVAS

A FALTA DE RITALINA 10MG E AS CONTRADITÓRIAS JUSTIFICATIVAS



Enquanto por meio de nota a Novartis afirmava que a falta do medicamento ocorreu em virtude de um “atraso” nas autorizações de importação do princípio ativo, uma Bióloga da Novartis me telefonava dizendo que o problema era decorrente do “atraso” na autorização dos sais, e por e-mail, um funcionário alegava que o “atraso” teria sido em virtude de uma greve da ANVISA.  O “atraso”, usado sempre por eles como eufemismo de falta – tanto do remédio quanto do respeito – teve ainda sua culpa atribuída a um incêndio de proporções infimamente devastadoras. E apesar desse fato aparentar-se com o descrédito das precedentes patranhas, era talvez, a única verdade nesse grande trololó. Embora tenha ficado ligeiramente perplexo por encontrar uma verdade perdida embaixo de tantas mentirolas, o que me deixou ainda mais impressionado foi a personalidade do fogo. Sua chama estava realmente decidida a contrariar a lógica: selecionou, separou, catou e escolheu queimar, somente os comprimidos sólidos com partículas de enchimento das Ritalinas de 10mg, ao revés das cápsulas revestidas por esferas de sacarose, copolímero de metacrilato de amônio, copolímero de ácido metacrílico etc. das Ritalinas LA. Será que o fogo era independente da razão ou tão dependente da droga assim?

Depois das mentiras concretas vieram as verdades abstratas.

No dia 16 de Abril de 2013-16:4 – em mais uma resposta colada como para as tantas outras reclamações disponíveis no site: RECLAME AQUI (http://www.reclameaqui.com.br/), alguém da Novartis afirmava que a regularização estava prevista para a última semana de abril. Apenas quatro dias depois, disponibilizaram um comunicado por meio da internet, apresentando uma nova justificativa que também não justificava nada de novo, deixando óbvio que o atraso não havia sido em virtude de todas as outras mentiras precedentes. O novo comunicado contradizia o que haviam dito: a previsão do reabastecimento do mercado nacional mudou da última semana de abril para até o final do mês de maio de 2013.
POSTERIORMENTE, sem nenhuma justificativa plausível – o laboratório resolvesse querer saber somente agora tudo o que deveriam saber antes – passaram a responder algumas reclamações enfatizando uma preocupação tão excessiva quanto alienada: esqueciam até mesmo dos próprios efeitos adversos existentes na bula.
1.      Como em sua mensagem faz referência a "...ter interrompido está me prejudicando muito...", com a finalidade de proporcionar segurança aos consumidores, gostaríamos de receber mais informações a respeito, por isso, caso seja possível, solicitamos que, por favor, nos contate pelo telefone 0800 888 3003, opção 2, (segunda a sexta-feira, das 08hs as 179hs) e informe o número do caso 01006206.1.
2.      Como em sua mensagem faz a referência "Meu filho ficou agressivo nas primeiras semanas e agora enfrenta uma DRÁSTICA REDUÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR" durante o tratamento com medicamento Novartis, com a finalidade de proporcionar segurança aos consumidores gostaríamos de receber mais informações a respeito, por isso, caso seja possível, solicitamos que, por favor, nos contate pelo telefone 0800 888 3003, opção 2, (segunda a sexta-feira, das 08hs as 179hs) e informe o número do caso 01003269.
3.      Como em sua mensagem faz a referência "...me sinto frustrado em depender de um medicamento..." durante o tratamento com medicamento Novartis, com a finalidade de proporcionar segurança aos consumidores gostaríamos de receber mais informações a respeito, por isso, caso seja possível, solicitamos que, por favor, nos contate pelo telefone 0800 888 3003, opção 2, (segunda a sexta-feira, das 08hs as 179hs) e informe o número do caso 01000457.

Dessa forma, fiquei absorto entre as mais variadas dúvidas: Será que eram atendentes em período inicial de treinamento que respondiam os e-mails, estávamos falando do mesmo medicamento ou eles nunca leram a bula? E quanto à falta da Ritalina 10mg; seria pela ausência do Metilfenidato (principio ativo)? Do Sal (Cloridrato)? Pela falta de respeito? A bióloga da Novartis entende menos de biologia do que eu? A ANVISA finalmente resolveu perceber o prognóstico já sabido e avisado por qualquer ESPECIALISTA menos renomado e mais ESPECIALISTA, menos comprometido com o seu partidarismo e mais comprometido com GENTE? Ou todas as alternativas anteriores estão corretas?

sábado, 27 de abril de 2013

O QUE É SER PSICÓLOGO?



Prefiro começar esta reflexão pela sua negativa. O que é não ser psicólogo? Costumo pensar que nossa prática sempre corre o perigo de tornar-se um dispositivo de controle de uma sociedade disciplinar. Muitas vezes a prática apresenta-se legitimamente como dispositivo de coerção e adaptação do ser humano a normas sociais estabelecidas, isso mina todas as possibilidades de emancipação e autonomia dos sujeitos como construtores de sua própria história e da história da coletividade. Não ser psicólogo é contribuir na manutenção de relações de poder instituídas, é reproduzir valores pequeno-burgueses de família, propriedade privada, (ausência de) direitos das minorias, valores sobre a sexualidade, etc. Não ser psicólogo é admitir que, por ter um diploma e algum conhecimento teórico, sabe mais sobre o outro do que ele mesmo jamais poderia saber. Não ser psicólogo é sentir-se em pleno direito de conduzir alguém por caminhos que ele não escolheu.
Não ser psicólogo também é sentir-se plenamente psicólogo, completo, sentir que não há mais nada para aprender, que o conhecimento e o tal “olhar psi” sobre o mundo nos coloca num lugar de superioridade, de quem detém a verdade sobre o mundo e sobre o ser humano. Não ser psicólogo é querer ser psicólogo o tempo todo, “psicologizando” nossas próprias relações e qualquer manifestação da subjetividade alheia. Não ser psicólogo é reduzir a arte à psicologia, a literatura à psicologia, a psicanálise à psicologia, a filosofia à psicologia, o churrasco à psicologia, e perder o que há de propriamente humano (fora do âmbito do “psicologizável”) na vida.
Para ser psicólogo é preciso, acima e antes de qualquer coisa, ser humano. É preciso ser capaz de sentir, de chorar, de se emocionar, é preciso sofrer. Sofrer, mas saber sofrer. É preciso saber que o sofrimento do outro não é meu, e nem “como se” fosse, mas é somente do outro. E o sofrimento é legítimo justamente por ser do outro. O sofrimento alheio pode causar em nós outros sentimentos, que só são possíveis por estarmos em relação. Muitas vezes nos esquecemos o que é estar em relação, e esquecemos “como” estar em relação. Aí entra a questão da técnica.
Mas como pensar na técnica se podemos não saber o que fazer? Ser psicólogo é, depois de ser humano, ter clareza da posição ética-política que ocupamos no mundo, em nossas relações pessoais e profissionais. Se tivermos clareza de nossos objetivos, de nossos horizontes, da direção a seguir, descobriremos e inventaremos maneiras de estabelecer e manejar as relações. Só depois da clareza da posição ética-política entra a questão da técnica. A técnica pela técnica, sem prestar-se a um objetivo, pode ser perigosa. É assim que muitos de nós caímos nas armadilhas que tentamos evitar.
Uma pergunta que sempre deve ecoar em todos os nossos sentidos é “para quê?”. Para que serve minha prática? A que e a quem minha atuação profissional está submetida? Que tipo de relação estabeleço quando atuo profissionalmente? As relações que estabeleço baseiam-se nas minhas carências e angústias ou na direção de minha posição ética e política? Sou levado a pensar se quando reclamamos da insuficiência de modelos teóricos, na verdade nos queixamos da falta de clareza de quem somos, de nossa posição no mundo, da direção da nossa construção. Queixamos-nos por não termos definido onde queremos chegar, qual nosso horizonte, o que queremos quando pensamos em atuar efetivamente como psicólogos. Não sabemos como realizar análises, como refletir sobre a realidade, como buscar saídas, como conceber intervenções. Sentimo-nos inseguros, atribuímos nossa insegurança a algo externo, a falta de teorias, sem darmo-nos conta de que não temos objetivos, e nossos objetivos não estão somente nos livros.
Recentemente pude presenciar uma cerimônia de colação de grau que incluía alunos de psicologia. A oração dizia “... que esses profissionais levem alegria aonde houver tristeza, paz onde houver discórdia...” e fiquei me perguntando se um psicólogo deve fazer isso mesmo. Devemos aniquilar conflitos e angústias ou trata-se de nosso conteúdo de trabalho, e somente a partir da angústia e do conflito podemos pensar em intervir como psicólogos? Há sentido em levar alegria e paz, nossa alegria e nossa paz, e esmagar o sofrimento alheio? Nossa oferta é a felicidade? Se for, qual o custo da felicidade? Chega-se à felicidade sem sofrimento?
Outra preocupação que deve nos acompanhar é a necessidade que temos de sermos amados. Precisamos ser bem recebidos e bem tratados em todos os espaços, sob o risco de não suportarmos nossa própria incapacidade de manejar situações de conflito. Qual a direção de nossa intervenção? Essa pergunta me arrisco a responder: tornar-nos desnecessários. A direção de nosso trabalho é promover e desenvolver a possibilidade de não mais sermos necessários, a possibilidade que cada um pode ter de cuidar de si mesmo. No trabalho institucional e de grupos, a direção é a mesma, promover processos de autogestão e autoanálise, ou seja, saber e agir sobre si próprios. Como fazer isso sem evidenciar conflitos, sem fazer emergir contradições e forças instituístes? Se mantivermos a paz e a felicidade, estaremos apenas mantendo relações de preenchimento de nossas próprias carências? Voltando ao início da reflexão, não seria esta uma forma de construir uma prática como dispositivo da sociedade disciplinar?

Criado por Marcos de Sá
Disponível em: http://markitoland.blogspot.com.br/2010/05/o-que-e-ser-psicologo.html

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Revolução da Alma




Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida, nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo. A sua paz interior é a sua meta de vida… Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em si. Pare de colocar a sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andar desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de atribulados relacionamentos familiares, busque no seu interior a resposta para se acalmar. Você é o reflexo do que pensa diariamente. Deixe de pensar mal de si mesmo e seja o seu melhor amigo sempre… Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então, ponha um sorriso, para aprovar o mundo que lhe quer oferecer o melhor… Com um sorriso no rosto as pessoas terão a melhor das impressões de si, e você estará afirmando a si mesmo que está pronto para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça, nunca, de agradecer. Agradeça tudo o que faz parte da sua vida neste momento, inclusive a dor que possa sentir. A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Aristóteles

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Verdade por trás da insensatez de Jaques Wagner

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: A VERDADE POR TRÁS DA INSENSATEZ DE JAQUES WAGNER

A VERDADE POR TRÁS DA INSENSATEZ DE JAQUES WAGNER




Ontem estive em um jantar ao meio dia com a viúva do neurologista que está acompanhando o Governador Jaques Wagner. Ela me garantiu que o Governador não é mitômano, nem histriônico. Confidenciou-me somente que, ele não vai resolver nada referente a greve dos professores da rede estadual, enquanto não conseguir negociar primeiro, o retorno ao trabalho de todos os servidores de suas faculdades mentais. Paralisados desde o dia 1 de janeiro de 2007.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorado: Ter ou não ter, é uma questão.



Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de
aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem
namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não
tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica
livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem
namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem
não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções
de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça.

Namorado: Ter ou não ter, é uma questão. (Carlos Drummond de Andrade)

Assista ao vídeo:

terça-feira, 3 de abril de 2012

Jornada de trabalho e redução do estresse


OBJETIVO: verificar se a diminuição na jornada de trabalho proporciona uma redução nos níveis de estresses ocupacionais. MÉTODOS: triangulação de dados obtidos por revisão não-sistemática em fontes secundárias e análise correlacional. RESULTADOS: Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão diretamente relacionadas ao Estresse. Pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (2007) apontou que o Brasil lidera o ranking de horas trabalhadas por semana: 54h contra a média mundial de 41h, e que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, ficando atrás apenas do Japão. CONCLUSÕES: Apesar dos dados apresentados pela ISMA (2007) e embora o trabalho seja considerado um dos primeiros estressores crônicos, não se pode asseverar de forma generalista que a diminuição na Jornada de trabalho reduziria o estresse já que a compreensão dos eventos estressantes é afetada por variáveis cognitivas; não é a situação nem a resposta da pessoa que define o estresse, mas a percepção do indivíduo sobre a situação. (MIGUEZ, 2010).
Leia o Artigo completo:
http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0576

Resenha do Artigo "Abordagem Gestáltica e Psicopedagogia: um olhar compreensivo para a totalidade criança-escola"




RESUMO: O texto visa estabelecer ligação entre abordagem gestáltica e a psicopedagogia. Abordam-se as teorias de base, concepção de campo holístico-relacional a teoria do ciclo de contato bem como as contribuições da gestaltpedagogia para compreensão no processo de aprendizagem e prática escolar. Dentro da psicopedagogia é descrito a abrangência, a conceituação, processo de avaliação e intervenção junto à criança e instituição educativa; dentro de suas bases teóricas e praticas. São citados fenômenos de aprendizagem, avaliação e intervenção na visão gestaltica.

As Principais Influências Orientais Utilizadas nas Abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea


RESUMO
OBJETIVO: pesquisar e descrever as principais técnicas orientais utilizadas como recursos de intervenções psicoterapêuticas em algumas práticas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) contemporânea. MÉTODOS: análise correlacional por revisão não-sistemática em fontes secundárias. CONCLUSÕES: as práticas orientais utilizadas pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), como o Mindfulness, a Terapia Comportamental Dialética (TCD), a Respiração Diafragmática e o Relaxamento Muscular Progressivo, representam não só um acréscimo relevante no arsenal de suas técnicas psicoterapêuticas, como também – proporcionam aos seus pacientes – uma maior variedade de recursos disponíveis no processo terapêutico.