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quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Poder do Entusiasmo





A palavra ENTUSIASMO vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses.  A pessoa entusiasmada era aquela que, possuída por um dos deuses e por causa disso, poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, quem fosse entusiasmado por Ceres (deusa da agricultura) seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante.
Segundo os gregos, só pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do quotidiano. Era preciso, portanto, entusiasmar-se.
Assim, o entusiasmo é diferente de otimismo. Otimismo significa eu acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo. No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado. A pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos  outros.   Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.
E só há uma maneira de ser entusiasmado. É agir entusiasticamente!   Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma. O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.
É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade. Deixe de lado todo o negativismo, o ceticismo, e abandone a descrença. Seja entusiasmado com a sua vida, e principalmente seja entusiasmado com você.
Fonte: Commit, in Canudos motivacionais - Prof. Luiz Marins.

domingo, 17 de maio de 2015

Os Dez Mandamentos de Osho





Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos. Esta foi sua resposta:

Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:

1 - Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
2 - O único Deus é a própria vida.
3 - A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
4 - O amor é a oração.
5 - O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
6 - A vida é aqui e agora.
7 - Viva completamente acordado.
8 - Não nade, flutue.
9 - Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
10 - Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.

(Osho – A Cup of Tea, 123)

Coragem: o Rio & o Oceano




A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica.
Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem. O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
E assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar se tivermos coragem.
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Viver é correr riscos





Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras difíceis. Porém, os maiores erros que cometemos na vida, não são decorrentes das decisões erradas que tomamos. A maior parte dos nossos erros são frutos de nossos medos, e das nossas indecisões. No entanto, temos que viver diariamente com a consequência das nossas decisões. Afinal – por mais simples que pareça – tudo aquilo que fazemos sempre terá algo de arriscado.
Rir é correr o risco de parecer um tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor suas ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.
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Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não corre riscos na vida, pode até evitar alguns sofrimentos, esquivar-se das dores, e driblar as frustrações. Mas, não aprende, não sente, não muda, não cresce, e não vive. Presa à sua própria servidão, sempre será uma escrava temendo a liberdade. Apenas, aqueles que arriscam poderão, verdadeiramente, serem livres.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Perdoar tem algo de morrer




QUANDO nossas mentes estão cheias de raiva e de ódio por outras pessoas, na verdade, nós somos os únicos que estamos realmente sofrendo, aprisionados nesse estado mente. Mas não é muito fácil acessar o lugar dentro de nós que é capaz de perdoar, que é capaz de amar. Sob alguns aspectos, ser capaz de perdoar, de abrir mão, é uma espécie de morte. É a capacidade de dizer: “Eu não sou mais aquela pessoa, e você não é mais aquela pessoa.”.
O perdão nos permite recuperar uma parte de nós mesmos que havia ficado atravancado em um evento passado irregressível. Pode ser que alguma parte da nossa identidade precise morrer nesse abrir mão, para que possamos recuperar a energia presa ao passado. Todos esses ensinamentos estão disponíveis para nós, mas apenas se pudermos estar conscientes daquilo que estamos sentindo, do modo mais profundo possível, sem que nada seja ocultado da nossa consciência.
Então, podemos analisar:
Que luta é essa? Por que estamos lutando? – É importante entender que coisa alguma pode nos faz sentir bem ou mal. Nada está isolado neste mundo condicionado. Nós vivemos em uma realidade interdependente, onde temos a situação do momento presente e também tudo o que nós estamos trazendo conosco. (Sharon Salzberg – Loving Kindness).

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Deixe Acontecer (Osho)




AS COISAS acontecem quando você não as espera, as coisas acontecem quando você não as força, as coisas acontecem quando você não está ansiando por elas. Mas isso é uma consequência, não um resultado. E fique claramente consciente da diferença entre “consequência” e “resultado”. Um resultado é conscientemente desejado; uma consequência é um subproduto. Por exemplo: se eu digo a você que se você brincar, a felicidade será a consequência, você vai tentar por um resultado. Você vai e brinca e você fica esperando pelo resultado da felicidade. Mas eu lhe disse que ela será a consequência, não o resultado.
A consequência significa que se você está realmente na brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço consciente; uma consequência é apenas um subproduto. Se você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se tornará a barreira e você não será feliz.
A felicidade não é um resultado, é uma consequência. Se eu lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será uma consequência, não um resultado. Se você pensa que, porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode amar por algum resultado. O amor acontece! Não há motivação por detrás dele. Se há motivação, não é amor. Pode ser qualquer outra coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como ele será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a felicidade segue como uma sombra.
A aceitação será seguida por transformação, mas não faça da aceitação uma técnica para a transformação. Ela não é. Não anseie por transformação – somente então a transformação acontece. Se você a deseja, seu próprio desejo é o obstáculo.
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por que ler Paulo Coelho?





Não precisa procurar muito pela internet para encontrarmos as mais variadas críticas ao prodigioso escritor Paulo Coelho. Mas, será que o autor mais lido no Brasil, um dos 10 escritores vivos mais lidos no mundo, com mais de 70 prêmios, traduzido em 76 línguas e lido em 160 países é mesmo um grande apedeuta como asseveram alguns desconhecidos eruditos rancorosos?
Logo quando terminei meu primeiro livro, embevecido pelas letras e com intento de escrever ficção, resolvi – estupidamente desnorteado – estudar mais literatura. Enquanto os “pseudos-letrados” Kafkanianos e Flaubertianos afirmavam que Paulo Coelho era apenas um néscio charlatão, eu forjava ser um elitista que nunca serei e lia Madame Bovaryo Processo e a Metamorfose. Contudo, eu queria mesmo era que eles me deixassem ler o mago.
E assim, ao passo em que alguns promitentes escritores (que nunca foram senão promessas) emprestavam-me Dante, Shakespeare, Dostoyevsky, Balzac e Cervantes, eu começava a questionar minha cegueira “auto-alienante”: como seria possível dos 100 títulos mais vendidos no Brasil na década de 90, 48 pertencerem aos autores nacionais sendo 20 deles apenas do burro mago?
Depois, quando os menos xenofóbicos disfarçados de eruditos patrióticos diziam que literatura de verdade era Machado de Assis e Guimarães Rosa, eu já não queria mais saber se foi Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas que tornou Machado de Assis o especialista na literatura em primeira pessoa, nem se a primeira “elipse” em Grande Sertão: Veredas, seria ou não gramatical. Eu estava completamente apaixonado por Veronika decide morrer.
De repente, comecei a enxergar adiante dos muros de limitação dos sábios tolos que me rodeavam: quanto mais eu ficava aprisionado as regras, normas, estilos e técnicas literárias menos eu conseguia escrever. Sabia o que era quebra de paralelismo semântico, Eufemismo, Onomatopeia, Prosopopeia, Perífrase, Epístrofe, Hipérbato, Pleonasmo De Reforço, Estilístico Ou Semântico etc. Enfim! Quase todas essas besteiras que os idiotas versados acham que são suficientes para ser genial.
No entanto, foi quando uma docente posada disse com jeito de troça que as obras de Paulo Coelho eram escritas para jovens carentes depressivos que acreditam em duendes e pensam em suicídio, que eu retruquei na mesma hora: NÃO QUERO MAIS FAZER LITERATURA, QUERO FAZER PAULO COELHO! Pois diferentemente de Virgínia Woolf, Paulo Coelho não escreve só com os dedos, nem com a pessoa inteira; ele escreve com a alma sem subserviência gramatical!


Mas, sabem o que seria pior do que 1 (UM) fracassado autor iracundo escrevendo um livro enredado apenas para externar sua incapacidade contida? 2 (DOIS) autores frustrados com esse mesmo propósito. O estafeta sem recado, DIOGO MAINARDI sem desfrutar da verve que nutri os grandes autores, escreveu o monotemático livro, LULA É MINHA ANTA (sua Magnum Opus); reunindo suas crônicas enfadonhas e repetitivas sobre o homem que ele queria ser. E seguindo o mesmo caminho irregressível da mediocridade, o ilustríssimo desconhecido, Janilto Andrade escreveu o impopular Best-Seller POR QUE NÃO LER PAULO COELHO; onde ele define o mago como um excitante vulgar procurando qualificar-se como arte sofisticada. Inobstante como vociferou John Steinbeck
“De todos os animais da criação, o homem é o único que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada que dizer”.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

A Nossa Vitória de cada Dia





Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceitado o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregado a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível. Muitos de nós fazemos arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso, consideramos a vitória nossa de cada dia.

- Clarice Lispector -

Quantas Vezes A Insônia É Um Dom





DE REPENTE os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonas às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. (...)
E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Vidraça Suja




Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Provavelmente está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Um mês depois, a mulher foi surpreendida ao ver os alvíssimos lençóis sendo estendidos. E empolgado foi dizer ao marido:
– Veja! Ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha ensinou?
O marido então, calmamente respondeu:
– Não querida. Acontece que hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Que possamos abrir nossa janela e enxergar realmente o que está acontecendo de verdade. Quando for falar a alguém de seu defeito que possamos ser críticos construtivos, no sentido de ajudar esse alguém a crescer, mas acima de tudo devemos olhar primeiramente nossos erros, nosso redor, para que possa arrumar o que é nosso primeiro. Vamos lavar a vidraça? (Autor Desconhecido)
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“Tire primeiro a trave do seu olho, e então verás claramente para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Mateus 7:5).

domingo, 25 de janeiro de 2015

Destralhe-se




- “Bom dia, como tá a alegria”? Diz dona Francisca, minha faxineira , que acaba de chegar.
- “Antes de limpar a casa, deixa eu te dar um abraço que preste!” e ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, “quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar”. Falando nisso, “vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada”.
>> JÁ OUVIU FALAR EM TOXINAS DA CASA?
Pois são: objetos que você não usa, roupas que você não gosta ou não usa há um ano, coisas feias, coisas quebradas, lascadas ou rachadas, velhas cartas, bilhetes, plantas mortas ou doentes, recibos/jornais/revistas antigos, remédios vencidos, meias velhas, furadas, sapatos estragados.
>> UFA, QUE PESO!
"O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca.
- “Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa”!, ela diz, enquanto me ajuda a ‘destralhar’, ou liberar as tralhas da casa.
O ‘destralhamento’ é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.
>> COM O DESTRALHAMENTO: 
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram, ensina o feng shui, com a delicadeza própria das artes orientais.
Para o feng shui, é comum se sentir: cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois “existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos”. Outros possíveis efeitos do “acúmulo e da bagunça”: sentir-se desorganizado, fracassado, limitado, aumento de peso, apegado ao passado.
·  No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;
·  Na entrada, restringem o fluxo da vida;
·  Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;
·  Acima de nós, são dores de cabeça;
·  Sob a cama, poluem o sono.
Então, se dona Francisca falou e o feng shui concordou, nada de moleza! Oito horas para trabalhar; oito horas para descansar; oito horas para se cuidar.
>> PERGUNTINHAS ÚTEIS NA HORA DE DESTRALHAR-SE:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
>> E VÁ FAZENDO PILHAS SEPARADAS:
- Para doar!
- Para vender!
- Para jogar fora!
>> PARA DESTRALHAR MAIS:
- livre-se de barulhos, das luzes fortes, das cores berrantes, dos odores químicos, dos revestimentos sintéticos... E também libere mágoas, pare de fumar, elimine ou pelo menos diminua o uso da carne, termine projetos inacabados.
“Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá”, arremata o Mestre Jesus, no evangelho de Tomé.
“Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”, diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa ideia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente. Dona Francisca me conta que: “as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”. a gente deveria de ser assim, ela diz.
-“DESTRALHAR AJUDA A ADOCICAR.”
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar.
"As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se encontram, ou reencontram, mesmo depois de muitos anos, a amizade é tão forte quanto sempre." (Deng Ming-Dao).
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Texto de Carlos Solano. Arquiteto (Especialista em Feng-Shui)




sábado, 10 de janeiro de 2015




ESTANDO NESTE plano, em algum momento, você será visitado pela DÚVIDA e pelo CANSAÇO. E, nesse momento, é possível que você perca a conexão com a SAGRADA sabedoria que ilumina o seu entendimento e guia seus PASSOS. Isso acontece principalmente quando você está passando por DIFICULDADES; quando a vida está tirando de você coisas que você ACHAVA que tinha; quando experiência PERDAS, fracassos e frustração, ou seja, quando sente DOR. Nesse momento você é tomado pelo ESQUECIMENTO; e esquece inclusive que essa DESCONSTRUÇÃO é bem vinda, pois é somente quando o FALSO cai que a VERDADE pode se manifestar. Se algo está sendo DESCONSTRUÍDO, é porque é falso. O que é construído a partir do CORAÇÃO não pode ser destruído, mas o que é construído a partir da MÁSCARA e da autoimagem idealizada, em algum momento, DESAPARECERÁ. (Sri Prem Baba)
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Respeite-se Mais do que aos Outros




NÃO PENSE que a pessoa tem tanta força assim, a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. (...) Nem sei como lhe explicar onde ficou a minha alma, nem se ando com uma alma desconhecida em mim. Mas, o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria para se dar aos outros, ou às circunstâncias que não são nossas. Pretendia apenas lhe contar sobre o meu novo caráter, da falta do meu antigo, ou da isenção isento desses dois.
Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu! Em que pese essa dura comparação... Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas, e deixar meus sonhos dormindo tive que cortar meus grilhões. E cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros, e sem querer cortei também a minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante.
Uma amiga, um dia desses, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: – você era muito diferente, não era? – Ela disse que me achava ardente, vibrante, e que quando me encontrou agora disse: – ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. MAS AFINAL, o que pode acontecer com uma pessoa que fez um pacto com todos os outros, e se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado?
OUÇA-ME: respeite a você mais do que aos outros! Respeite suas exigências, suas vontades sem pactos de conveniência, respeite até mesmo o que diferente em você. Respeite, sobretudo, tudo aquilo que você apenas imagina que seja ruim em você. E pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie sempre você mesma – é esse o único meio de viver inteiramente em você, e quando nada, sobreviver sendo quem realmente é.  (Clarice Lispector em carta para sua irmã – 1947).
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+ FOTO: Márcia Klose (@mklosephot instagram / Site: www.mklose.com)+ MODELO: Nii Klose
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O Maior Amor e as Coisas que Se Amam




Tomara poder desempenhar-me, sem hesitações nem ansiedades, deste mandato subjetivo cuja execução por demorada ou imperfeita me tortura e dormir descansadamente, fosse onde fosse, plátano ou cedro que me cobrisse, levando na alma como uma parcela do mundo, entre uma saudade e uma aspiração, a consciência de um dever cumprido.
Mas, dia a dia o que vejo em torno meu me aponta novos deveres, novas responsabilidades da minha inteligência para com o meu senso moral. Hora a hora a (...) que escreve as sátiras surge colérica em mim. Hora a hora a expressão me falha. Hora a hora a vontade fraqueja. Hora a hora sinto avançar sobre mim o tempo. Hora a hora me conheço, mãos inúteis e olhar amargurado, levando para a terra fria uma alma que não soube contar, um coração já apodrecido, morto já e na estagnação da aspiração indefinida, inutilizada.
Nem choro. Como chorar? Eu desejaria poder querer (desejar) trabalhar, febrilmente trabalhar para que esta pátria que vós não conheceis fosse grande como o sentimento que eu sinto quando nela penso. Nada faço. Nem a mim mesmo ouso dizer: amo a pátria, amo a humanidade. Parece um cinismo supremo. Para comigo mesmo tenho um pudor em dizê-lo. Só aqui lh'o registro sobre papel, acanhadamente ainda assim, para que n'alguma parte fique escrito. Sim, fique aqui escrito que amo a pátria funda, (...) doloridamente. Seja dito assim sucinto, para que fique dito. Nada mais.
Não falemos mais. As coisas que se amam, os sentimentos que se afagam guardam-se com a chave d'aquilo a que chamamos «pudor» no cofre do coração. A eloquência profana-os. A arte, revelando-os, torna-os pequenos e vis. O próprio olhar não os deve revelar. Sabeis decerto que o maior amor não é aquele que a palavra suave puramente exprime. Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que a mão comunica tocando levemente n'outra mão. É aquele que quando dois seres estão juntos, não se olhando nem tocando os envolve como uma nuvem, que lhes (...) ESSE AMOR NÃO SE DEVE DIZER NEM REVELAR. NÃO SE PODE FALAR DELE.